14/08/2018 as 15:35

Brejo Grande

Família de jovem morto em vaquejada contesta versão da PM

De acordo com a irmã da vítima, o rapaz tentava conversa com a PM para soltar um colega que havia sido detido.


Família de jovem morto em vaquejada contesta versão da PMFoto: Divulgação

Familiares do estudante José Welliam de Oliveira Pereira, 23, morto na noite de domingo, 12, contestam a versão apresentada pela Polícia Militar (PM), que afirma que ele teria sido morto ao travar luta corporal e tentar desarmar um dos militares. O fato ocorreu após uma cavalgada no povoado Brejão, no munícipio de Brejo Grande (SE).

 

De acordo com a irmã da vítima, Solange Maria Oliveira, o rapaz tentava conversar com a PM para soltar um colega que havia sido detido, quando foi agredido com um tapa e reagiu correndo, o estudante foi então alvejado com um tiro na cabeça. “Estão alegando que meu irmão foi para cima para tomar a arma do policial, mas isso não procede. São boatos que estão inventando. Meu irmão nunca agrediu. Não tem histórico de briga. Não tem antecedentes criminais em delegacia”, desabafou Solange, que afirmou também que no momento em que seu irmão tentava conversar com o policial, o mesmo não quis ouvi-lo e deu tapas na cara e chutes em José. “Meu irmão sendo agredido correu e ele [o policial] atirou na cabeça. Foi na cabeça! Meu irmão morreu na hora. Sem ter direito de defesa”, afirmou a irmão da vítima. Após o ocorrido, José foi colocado no porta-malas de um carro e foi levado até o Hospital de Propriá.

 

A irmã de José lembrou que a população ficou revoltada com o fato e começou a jogar pedras e paus nos policias presentes no local. “Foi um momento de desespero porque meu irmão não era de confusão. Ele só foi pedir para o amigo ser solto, que não era vagabundo. O policial não tem o direito de atirar covardemente pelas costas. Pelo laudo da perícia vai ver. Isso fez com que gerasse a revolta. Meu irmão não andava armado, jamais era de confusão. Era um rapaz de bem, trabalhador. Todo mundo na cidade conhece minha família. Meu irmão um rapaz prestativo, direito, ter a vida interrompida de 23 anos”, conclui Solange.

 

O caso está sendo investigado pelo delegado de Brejo Grande, José Luiz Accioly. O comando da Polícia Militar determinou o afastamento do policial envolvido no incidente e o recolhimento da arma para ser periciada.