01/09/2026 as 10:34

NACIONAL

Governo prevê salário mínimo de R$ 1.741 no próximo ano

O valor consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que o governo envia ao Congresso Nacional nessa segunda-feira, 31.

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A proposta do governo para o Orçamento de 2026 prevê um salário mínimo de R$ 1.741 no próximo ano – R$ 120 a mais que os atuais R$ 1.621. O valor consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que o governo envia ao Congresso Nacional nessa segunda-feira, 31. O valor final ainda deve ser atualizado até o fim do ano. Se confirmado, o reajuste será aplicado a partir de janeiro – ou seja, no salário que o trabalhador recebe em fevereiro. Os R$ 120 a mais representam uma alta de 7,4% em relação ao patamar atual.

A nova estimativa também ficou acima do que foi projetado em abril deste ano. Naquele momento, a previsão era de R$ 1.717 para o salário mínimo. Valor pode mudar até dezembro O valor definitivo, porém, será conhecido somente em dezembro deste ano — quando será divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro (que serve de base para a correção). Isso porque foi instituída por lei, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma fórmula de valorização real do salário mínimo – ou seja, de aumento do valor acima da inflação. Pelo formato adotado, o reajuste corresponde à soma de dois índices: A inflação medida pelo INPC em 12 meses até novembro – como prevê a Constituição; O índice de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. No caso de 2027, vale o PIB de 2025 – que cresceu 2,3%. No governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a correção do salário mínimo se dava apenas pela inflação do ano anterior, sem aumento real.

No início do terceiro mandato do governo Lula, o salário mínimo passou a ser corrigido pela soma da inflação do ano anterior com a variação do PIB de dois anos antes, modelo do governo petista de Dilma Rousseff (PT). Em 2024, porém, o governo propôs, e o Congresso aprovou, uma limitação do aumento real, acima da inflação, a um teto 2,5%, o mesmo do arcabouço fiscal para as demais despesas.