02/02/2018 às 11h09 - Carnaval/Turismo

Ocupação em hotéis já atinge 90%

No mês de janeiro de 2018 a hotelaria atingiu média geral de 80% de preenchimento dos leitos, enquanto a média histórica era de 90 a 95%.

Por: JornaldaCidade.Net

Os hotéis e pousadas de Sergipe estão com 90% de ocupação para o feriado de Carnaval, que está a menos de dez dias para acontecer. Alguns já atingem os 100%. O índice parece bom, mas, de acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira da Industria Hoteleira (Abih), Paulo Viana, a realidade do setor ainda é de crise. Segundo Viana, períodos de feriados, como Réveillon e Carnaval sempre registram boa ocupação, mas, em outros momentos o setor enfrenta dificuldades. 


apESAR do alto índice de reservas para o período, realidade do setor é de crise, diz Paulo Viana

No mês de janeiro de 2018 a hotelaria atingiu média geral de 80% de preenchimento dos leitos, enquanto a média histórica era de 90 a 95%. 

“Esse mês de janeiro foi bem abaixo dos meses anteriores. Períodos como Réveillon e Carnaval sempre tem uma boa ocupação, mas, no dia a dia continua difícil. Estamos passando por uma dificuldade muito grande já há algum tempo. Em se tratando do Carnaval desse ano, apesar de ser uma média boa, de 90%, mas, ainda não é o ideal. Em anos anteriores ficávamos com 95%, 98%”, ressalta Paulo. 

A proprietária do hotel Xingó Parque, localizado na cidade de Canindé de São Francisco, Kátia Pimentel, um dos principais pontos turísticos de Sergipe, conta que já está com todos os quartos reservados para o Carnaval 2018. Foram vendidos pacotes com cinco e outros com quatro diárias com preços variados. Apesar de ter alcançado 100% de ocupação, Kátia revela que as expectativas para o mês de janeiro foram frustradas, e o índice não passou de 70%, estando abaixo do janeiro de 2017. 

“Em 2018 a perspectiva não é essas coisas todas não. Principalmente para a parte de lazer, que está muito a desejar. Pensei que teríamos ocupação entre 80 a 90% no mês janeiro. Ficamos numa expectativa de ser um ano melhor, mas, não conseguimos. Pensei que ia superar janeiro de 2017, mas, na verdade ficou abaixo. Parece que o brasileiro está se segurando”, lamenta a empresária. 

Kátia reitera que durante os finais de semana a média de ocupação é sempre boa, mas, durante a semana “o bicho pega”, e geralmente é quando a hotelaria mais precisa de preenchimento. “O que temos que fazer é divulgação. Mas, uma andorinha só não faz verão. É meio complicado se o governo não entra”, acrescenta. 

Outro ponto destacado pela empresária é quanto ao falho incentivo e investimento na divulgação de uma das maiores atrações turísticas de Sergipe: Os Cânions de Xingó. Segundo ela, daqui uns dias o principal ponto de partida para os Cânions vai ser de Alagoas. “Alagoas está quente. Muito quente. E daqui uns dias vai ser a rota principal para os Cânions. Outra atração é a Rota do Cangaço, que não é muito explorada. Ou seja, são muitos equipamentos que não estão sendo utilizados. São equipamentos fantásticos. Rota do Cangaço mesmo é um equipamento maravilhoso e não é muito utilizado”, conclui Kátia. 

Para o vice-presidente da Abih, Paulo, para conseguir driblar a crise no turismo é investir em divulgação. “Toda a sociedade tem que ter o entendimento que investir no turismo é gerar benefícios para todos os segmentos. Aracaju tem belezas naturais belíssimas. São atrativos maravilhosos. A Abih vem fazendo um trabalho de divulgação da cidade, porque temos coisas lindas para mostrar. Além da nossa hospitalidade, o jeito sergipano de ser. Tudo isso encanta quem visita a cidade”, reforça.

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