16/04/2018 às 14h55 - Cultura

Luz, câmera e democratização do audiovisual

O projeto ‘Aracaju Segura’ oferece cursos para a produção de vídeos.

Foto: Silvio Rocha
Cursos acontecem no Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira (NPD), localizado no Centro Cultural de Aracaju

 

Numa parceria intersetorial com alcance na democratização do audiovisual, 50 jovens de comunidades de Aracaju participam dos cursos básicos de “Como fazer Vídeo-Documentário” e “Como Fazer Vídeo para Internet”, desenvolvidos no Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira (NPD), localizado no Centro Cultural de Aracaju, na praça General Valadão. A iniciativa resulta de uma convergência de objetivos entre a Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat), Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju) e Secretaria Municipal da Defesa Social e da Cidadania (Semdec). 

 

Segundo a coordenadora do Núcleo de Produção Digital (NPD) Orlando Vieira, Graziele Ferreira, os dois cursos fazem parte de uma parceria inédita entre órgãos e secretarias do município. “Os cursos de trabalho audiovisual, lançados em março, integram o projeto ‘Aracaju Segura’, desenvolvido em parceria Funcaju por meio do NPD, Semdec e Fundat. Esses cursos, além de  democratizar o acesso à formação audiovisual, passam a ser entendidos também como uma questão de segurança pública”, destacou.

 

O curso de ‘Como Fazer Vídeo para Internet’ terá duração de 70 horas e conta com 25 alunos com mais de 16 anos de idade. “A maior parte da turma é dos bairros 17 de Março e Santa Maria. É bem interessante a participação dessas pessoas, pois algumas desenvolvem projetos nas comunidades onde moram. O desejo delas não é somente frequentar as aulas, mas sim gravar documentários, o dia a dia dos grupos, aprender e colocar em prática os ensinamentos”, afirmou a instrutora Fernanda Almeida.

 

Rafael Valentin desenvolve um projeto social há um ano e seis meses com um amigo, no 17 de Março, bairro onde mora. Ele viu no curso voltado para web uma oportunidade para se especializar e realizar o trabalho ainda melhor. “O curso tem sido maravilhoso por causa da descoberta que a gente já tem de poder se expressar, de ter autonomia, de poder chegar onde a gente quer, de atingir o público que a gente quer e de maneira certa. Nós já fazemos tudo isso, mas de forma desorganizada. Com as aulas, a gente aprende a atingir o foco da melhor maneira”, colocou.

 

De acordo com um dos instrutores de ‘Como Fazer Vídeo para Internet’, Vinicius Leite, os alunos se mostram bem interessadas e isso facilita o aprendizado. “Apesar de o curso ter começado no início da semana, a gente percebe a curiosidade deles, o interesse em conhecer mais a ferramenta que na verdade eles já conhecem, mas que precisam aprofundar mais. Aqui, eles vão aprender a trabalhar com a ferramenta que eles já utilizam”, explicou.

 

O curso ‘Como fazer Vídeo-Documentário’ terá 120 horas de carga horária, com aulas de terça a sábado. André Luiz Coêlho trabalha com produção gráfica e resolveu se inscrever para adquirir conhecimento. Ele soube do curso através de uma tia.  “Como eu faço vídeos, achei o curso interessante, pois quero aprimorar o que faço. As aulas têm sido bem significativas. Estamos aprendendo coisas novas, conceitos novos sobre a arte, sobre a parte de audiovisual. Os professores ensinam muitas coisas bacanas”, contou.

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