13/11/2017 às 10h35 - Saúde

Fique atento: insuficiência cardíaca pode aparecer repentinamente

Diagnóstico é baseado na história clínica do paciente, na sintomatologia e no exame físico.

Por: JornaldaCidade.Net

Perda de peso, desmaio e fraqueza. Esses foram alguns dos sintomas que a servidora pública aposentada Maria dos Santos (nome fictício) apresentou quando realizava atividades básicas durante uma típica segunda-feira. O que ela não esperava era que esses sintomas tratavam-se de uma insuficiência cardíaca e que a patologia, considerada como a doença do século 21, além de reduzir a expectativa de vida, é a terceira causa de internação no país em pessoas com mais de 60 anos.



Foto: Divulgação

 

“A insuficiência cardíaca é uma condição em que o músculo do coração fica enfraquecido e não consegue bombear a quantidade de sangue que o corpo necessita para suprir suas necessidades. A patologia pode ocorrer em qualquer momento da vida, em qualquer idade atingindo 2% da população até 70 anos”, explica o cardiologista André Sotero ao comentar que a doença muitas vezes pode se desenvolver repentinamente afetando apenas um dos lados do coração, sendo chamada, dependendo do caso, de insuficiência cardíaca direita ou insuficiência cardíaca esquerda.

 

Assim como aconteceu na vida da Maria dos Santos, o que poderia levar a uma complicação maior caso ela não fosse ao médico e relatasse os sintomas, fazendo assim a devida prevenção, estudos internacionais apontam um aumento no número de pessoas com a doença nos últimos anos. De acordo com dados da Associação Americana do Coração, para se ter ideia, somente nos anos de 2009 e 2011 cerca de 5,7 milhões conviveram com a doença. O mais alarmante é que esse número subiu para 6,5 milhões no período até 2014 e, segundo Sotero, a previsão é que esses casos cresçam 46% até 2030, chegando assim à marca de 8 milhões de pessoas.

 

“É fundamental que as pessoas comecem a mudar os seus hábitos para que a doença deixe de impor uma significativa perda na qualidade de vida entre os milhões de brasileiros que convivem com a doença ou os que ainda a terão. Cuidar do estilo de vida ou até mesmo da pressão arterial é um dos passos importantes para que as pessoas não desenvolvam a doença”, destaca o especialista, que atende casos no Setor Cardiovascular da Santa Helena, citando que os sintomas mais comuns da doença são: tosse, inchaço dos pés e tornozelos, ganho de peso, palpitação, pulso irregular ou rápido, perda de apetite, redução do volume da urina, entre outros.

 

Novas tecnologias

 

Como o mundo da medicina não para de avançar, onde cada vez mais equipamentos e exames modernos surgem com o intuito de prevenir e dar diagnóstico precoce, fazendo com que as pessoas amenizem o sofrimento mediante a uma patologia cardíaca, André Sotero citou ainda que seu diagnóstico, na maioria das vezes, poderá ser feito baseado na história clínica do paciente, na sintomatologia e no exame físico. “Os exames laboratoriais e de imagem serão complementares no diagnóstico e ajudarão no tratamento e seguimento destes pacientes”, disse.

 

Sobre esses exames que podem dar um melhor diagnóstico, para as pessoas que sofrem com a insuficiência cardíaca, André Sotero afirmou que chegou ao mercado sergipano o Strain Miocárdio.

 

“Muitas pessoas daqui do Estado não conhecem esse exame, mas, essa tecnologia utilizada na ecocardiografia, que é consagrada em várias situações, identifica pequenas lesões no músculo do coração que passariam despercebidas pelo exame convencional. Vale destacar que esse exame é adequado também para avaliação da função cardíaca e em pacientes com doenças coronarianas e diversas formas de micardiopatia. Ele diagnostica também possíveis alterações cardíacas decorrentes de drogas utilizadas no tratamento de quimioterapia entre outras”, destaca Sotero, afirmando ainda que o exame também pode ser usado na pediatria.

 

Referente ao Strain Miocárdio, durante a construção da matéria, o cardiologista comentou que atendeu um caso alterado em um adulto jovem, que veio fazer um exame assintomático, e que durante a realização do procedimento, constatamos que na tela do computador, seu software apresenta um gráfico colorido indicando as áreas afetadas por lesões. “O que acontece é que quanto menos avermelhada a coloração e menor o índice percentual de deformidade miocárdica, mais grave é a lesão, permitindo assim precisamente o diagnóstico”, finaliza. 

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