14/07/2017 às 13h12 - Saúde

Procura por atendimento no Huse cresce com paralisação de servidores

Do total de atendimentos registrados, 2.694 foram pacientes de Aracaju, quase 50% do total

Com a paralisação de enfermeiros e agentes comunitários de saúde e combate a endemias do município de Aracaju há 15 dias, o Pronto Socorro do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) vem registrando um aumento significativo de atendimentos classificados de baixa complexidade. Nesse período, o hospital atendeu cerca de 5.036 usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) com 752 internações.

 

Foto: Ascom/SES

 

Do total de atendimentos registrados, 2.694 foram pacientes de Aracaju, ou seja, quase 50% do total. As estatísticas do Sistema Integrado de Informatização de Ambiente Hospitalar (Hospub) também mostram 68 pacientes da Bahia e quatro de Alagoas. São 33 de unidades de saúde distribuídas na capital e interior do Estado, 16 trazidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e 2.621 de municípios vizinhos.

 

De acordo com o coordenador do Pronto Socorro do Huse, Vinícius Vilela, o atendimento a baixa complexidade ainda é grande. “Nós atendemos média e alta complexidade, mas o foco para pacientes de baixa complexidade ainda é grande, principalmente quando o atendimento no município é prejudicado. A gente cria uma estratégia para atender essa demanda e ficamos superlotados, mas atendemos a todos de acordo com a classificação de risco”, explicou.

 

A baixa complexidade é o atendimento característico de uma unidade de saúde, oferecendo hidratação, soro, medicação, aplicação de aerossol, exames, entre outros. Médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem trabalham para não sobrecarregar as equipes do internamento.

 

A gerente de loja, Eduarda Lima, 28, está com uma virose e procurou atendimento na unidade do seu bairro, na semana passada, foi medicada, mas não melhorou. “Eu assisti pela televisão a dificuldade que os postos estão enfrentando para atendimento e resolvi buscar atendimento aqui no Huse. Tá cheio de gente, mas, pelo menos eles avaliam melhor e a gente sai mais aliviada”, disse.

 

A costureira Elza Silva, 49, trouxe o filho para consultar sobre uma dor abdominal que insiste em continuar. Depois de ficar 24 horas em observação, ela agradece por ele já está com outra aparência. “Procurei atendimento em outros hospitais e sempre enfrentei dificuldade, sabia que aqui estaria cheio, mas arrisquei. Esperei três horas para meu filho ser atendido e ele já fez até exame. Estou aguardando o resultado e provavelmente iremos para casa”, declarou.

 

Fonte: ASN

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