13/10/2017 às 07h11 - Últimas Notícias

Prefeituras vão fechar as portas na próxima semana

Protesto ficou marcado para depois do feriadão, na segunda e terça-feira

Por: Mayusane Matsunae/Equipe JC

Tarcísio Dantas/Divulgação
Prefeitos reclamam da crise e da queda nos repasses federais

Em virtude da crise financeira que vem assolando os cofres das administrações públicas dos municípios, os gestores das prefeituras sergipanas decidiram que irão fechar as portas por dois dias, na segunda e terça-feira, 16 e 17. A deliberação da medida ocorreu ontem após uma reunião feita pela Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (Fames).

 

Com a presença de aproximadamente 40 prefeitos de municípios de todos os cantos do Estado, a reunião traçou a principal dificuldade que vem enfrentando as gestões públicas: queda de receita. Além disso, de acordo com o presidente da Fames, Marcos José Barreto, o ponto crítico é referente ao Fundo de Participação dos Estados e Municípios (FPM).

 

“A maior queixa é a queda de receita e o FPM sendo bloqueado no dia 10, já tendo resíduo para o dia 20. Tem município aqui que nem vai ter condições de fazer repasse para a Câmara na data”, relatou Marcos Barreto. A reunião alertou que a crise que os municípios sergipanos estão passando pode ser minimizada com a participação maior dos deputados federais.

 

O presidente da Fames sinalizou que no início da semana um grupo de prefeitos estará em Brasília. “Estamos correndo atrás de soluções e vamos nos reunir com a bancada federal para ver qual solução de imediato pode ser tomada para que os municípios venham a resolver os problemas. Vamos atrás de recurso e emenda impositiva. Porque do jeito que está a demissão vai continuar ocorrendo”, comentou. Para o JORNAL DA CIDADE, Marcos José comentou que o protesto de fechar as prefeituras não vai interferir nos serviços básicos e essenciais, como saúde e educação. 

 

Situação grave

Ainda sobre a crise dos municípios, Marcos José Barreto informou que, atualmente, nenhuma prefeitura está com condições de funcionar. “Ninguém está bem. Alguns estão com a folha paga, mas outros não”, pontuou. Marcos José Barreto acrescentou ainda que a situação está grave para os 75 municípios. “O prefeito que paga a folha de servidores em dia é considerado um herói”, registrou. 

 

Durante a reunião, os prefeitos também destacaram a necessidade de uma ação urgente para solucionar a crise e não interferir no andamento dos serviços prestados para população. “Não vejo previsão de imediato para nenhum município e isso é preocupante”, frisou.

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