30/01/2018 às 11h18 - Saúde

Cirurgia continua sem radioterapia

Máquina de radioterapia de hospital quebra mais uma vez e 44 pacientes estão sem tratamento há 15 dias

Por: JornaldaCidade.Net

 

 

O ano mal começou e a máquina de radioterapia do Hospital de Cirurgia já quebrou. Hoje, 30, completa 15 dias que o equipamento apresentou problemas técnicos e parou de funcionar, interrompendo o tratamento de 44 pacientes com câncer. No dia 11 de janeiro, uma quinta-feira, a máquina de radioterapia já havia sinalizado problemas quando parou por instantes entre o fim da manhã e o início da tarde. No entanto, o defeito na máquina foi reparado pelo técnico do hospital e voltou a funcionar à tarde. Na segunda-feira, 15, o equipamento quebrou de vez, necessitando de uma peça para substituição. Não se sabe quando o atendimento voltará a ser realizado. 

Essa situação se repete pela 13ª vez em dois anos. Em 2016 o equipamento quebrou cerca de sete vezes durante o ano. Em 2017, somente no primeiro semestre foram quatro vezes e uma no segundo semestre. Na maioria das vezes os pacientes com câncer ficaram desassistidos. 

A máquina de radioterapia do Hospital Cirurgia tem cerca de 30 anos de funcionamento e é por esse motivo que a direção da instituição justifica as constantes quebras. A Assessoria de Comunicação do hospital informou, por meio de nota, que dessa vez o defeito apresentado foi na válvula que faz o controle do fluxo de água para a emissão dos feixes. 

“Para a resolução do problema, a direção está alinhando com o engenheiro a aquisição da peça para substituição e a vinda dele ao Estado”, diz a nota. Da mesma forma como nas ocasiões anteriores, o conserto da máquina depende da disponibilidade do engenheiro de outro Estado e da aquisição da peça. Com isso o retorno às sessões dos mais de 40 pacientes fica incerto. 

Em agosto do ano passado a máquina passou cerca de 40 dias sem funcionar. Na época, foram os gastos somados para a resolução do problema ficaram em torno de R$ 17,5 mil em primeira instância e o problema não foi resolvido. A peça com defeito teve que ser fabricada em outro país. 

A representante do movimento Mulheres do Peito, Sheyla Galba, disse ao JORNAL DA CIDADE em outros momentos que esses pacientes não devem permanecer um dia sequer sem o tratamento. “Isso vem sendo ignorado e os pacientes estão, a cada dia que passa, correndo riscos de vida”, alerta Sheyla.

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