30/01/2018 às 14h37 - Saúde

Médicos oncologistas paralisam por 24h no Huse

Categoria cobra equiparação salarial com a cirurgia oncológica.

Na manhã desta terça-feira (30), médicos oncologistas pediátricos, clínicos e hematologistas iniciaram uma paralisação de 24h no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). A decisão por parar as atividades foi tomada durante assembleia ocorrida no último dia 25 e o intuito é cobrar do Governo do Estado a equiparação salarial com a Cirurgia oncológica.

 

Amanhã, às 7h, a paralisação se encerra com uma nova assembleia marcada para o dia 8 de fevereiro. Até lá, a categoria afirma esperar uma resposta por parte do governo. 

 

Foto: Sindimed

 

Segundo João Augusto, presidente do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed), o movimento já é antigo e, por não terem obtido resposta ao pleito, a categoria optou pela paralisação. "Parece que o Governo só ouve quando pára; e foi essa estratégia que foi evitada pelos oncologistas. O movimento não começou hoje, infelizmente pela falta de sensibilidade do Governo, da Secretaria Estadual de Saúde, da superintendência do Hospital é que acabou chegando ao dia de paralisação", explicou.

 

Apesar da paralisação o atendimento permanece em 50%. "É importante frisar que os atendimentos dos pacientes internados serão cumpridos, sem nenhuma perda ou interrupção. Os pacientes que já estão em tratamento, os médicos são responsáveis e a categoria não tem a intensão de causar dano imediato. Os casos de urgência e emergência serão atendidos, ficando apenas suspensos os casos que forem passar pela avaliação inicial, estes sim, serão interrompidos no dia de hoje", frisou João Augusto. 

 

Resposta


Desde que iniciou em setembro a tentativa de conseguir uma reunião com os gestores e mediante a todos os ofícios enviados a cada assembleia, só ontem, dia 29,o superintendente Luiz Eduardo teve uma reunião com o Responsável Técnico (RT). "Infelizmente, só ontem é que a direção através do superintendente Luiz Eduardo, pela primeira vez resolveu se reunir com a RT da oncologia para dar uma posição inicial sobre este tema. E ai, como sempre o Governo pediu um prazo até sexta para dar uma resposta", colocou João Augusto, indagando o porquê de não ter discutido antes e só depois que a paralisação foi deflagrada. "Aguardamos que na assembleia já tenhamos uma resposta positiva para não os médicos não precisar deflagrar uma greve", enfatizou. 

 

O superintendente do Huse e secretário adjunto de Saúde, Luiz Eduardo Correia afirmou que nunca houve falta de diálogo, no entanto, atualmente não há condições de atender ao pleito. “Não tem como liberar de imediato. É uma demanda de cinco anos que querem resolver em meses. O sindicato pressiona para fazer greve”, rebateu. 

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