02/02/2018 às 11h24 - Saúde

Huse atende 1.800 casos de intoxicação por remédios

Esse é o número de pacientes que receberam atendimento em 2017.

Por: Lais de Melo/Jornal da Cidade

O uso de remédios sem orientação médica é prática comum entre a população aracajuana. Bastou sentir uma dor de cabeça, náusea ou resfriado, e a automedicação acontece. Mas, o que muitos não sabem é que todos os remédios possuem substâncias capazes de gerar reação alérgica, principalmente quando é consumido sem orientação de profissional. De acordo com o Centro de Toxicologia (Ciatox) do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), foram 1.800 casos de pacientes intoxicados por medicamentos no ano de 2017. 
 

Foto: André Moreira


 

Utilizar remédios de maneira inapropriada quanto à quantidade e tipologia pode ser um agravante no problema de saúde dos pacientes. Em alguns casos, o medicamento quando utilizado sem orientação pode acabar se tornando um verdadeiro veneno, segundo explicações do cirurgião geral do Huse, Dr. Marcos Kruger. 

“Existe um ditado que diz que “a diferença entre remédio e veneno é só a dose”. Ou seja, o mesmo remédio, uma dipirona que se toma normalmente para uma dor de cabeça, que parece uma coisa simples, mas, quando ingerida em grandes quantidades pode se transformar em veneno causando uma intoxicação e até a morte”, alerta o médico. 

Segundo Dr. Kruger, o grande problema do uso indevido de medicamentos que levam à intoxicação e à síndrome do envenenamento é a desinformação. “A falta de conhecimento é inimiga do paciente, porque ele tem que agir sabendo que cada caso é um caso, cada pessoa tem seu histórico clínico. Quando ele usa um medicamento sem a orientação médica, ele corre o risco de não melhorar sua doença atual, e desencadear um processo alérgico ou, mais intensamente, um envenenamento”, frisa. 

O ideal é não utilizar medicamento, seja ele qual for, sem orientação médica. “Porque se surgir alguma reação adversa, em contato com o médico é possível resolver a situação e diminuir os riscos. É importante também que aqueles que foram até o médico e receberam o receituário, devem seguir o que está ali e ingerir as doses corretas durante a quantidade de dias descritos”, disse. 

As reações podem ser leves, com coceira e manchas avermelhadas na pele, ou em casos mais graves ocorre o inchaço, sensação de rouquidão e até o impedimento da via aérea, com sufocação. “É muito comum a pessoa estar com rosto inchado e as vias aéreas também ficam inchadas, dificultando a respiração, e nos casos mais graves levar a óbito. É preciso evitar o uso desses medicamentos sem orientação médica, porque até uma dipirona pode levar a riscos mais sérios. Não existe remédio sem reação adversa”, reitera o doutor.

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