11/04/2018 às 10h47 - Prevenção

Entenda as causas e como se prevenir da conjuntivite

Ministério da Saúde orienta sobre formas de prevenção.

Por: JornaldaCidade.Net

 

Vermelhidão, coceira, inchaço e sensação de areia nos olhos. Esses são alguns sinais e sintomas de conjuntivite, uma doença causada quando algum vírus, bactéria ou outra fonte motiva irritação nos olhos e afeta, especialmente, a película fina e transparente que recobre o globo ocular, que é denominada de conjuntiva.

 

“Inicialmente afetou o olho direito, mas rapidamente passou também para o esquerdo. Fiquei quase uma semana com os olhos vermelhos, inchados, sensíveis à luz e com uma sensação de incômodo, que causava coceira. Nesse período eu lavava os olhos com soro fisiológico e realizava aplicações de colírios”, declarou o estudante Élio Nascimento.

 

Assim como o caso do estudante Aélio, centenas de pessoas têm sido afetadas pela conjuntivite. As causas são diversas. Podem ser circunstanciadas por reações alérgicas a poluentes ou substâncias irritantes. Em casos de ser motivadas por vírus e bactérias, ela é contagiosa e pode ser transmitida pelo contato direto das mãos com a secreção ou com objetos, como por exemplo a maquiagem para olhos, que estejam contaminados.

Existem três formas de conjuntivite: infecciosa, alérgica e tóxica. A conjuntivite infecciosa é considerada muito contagiosa. Essa é transmitida por vírus, fungos ou bactérias que infectam a membrana que reveste o olho, e causa dor, vermelhidão e secreção.

 

Já a conjuntivite alérgica é a mais comum e afeta, normalmente, ambos os olhos. É provocada por substâncias que causam alergia, como pólen, pelos de animais ou poeira da casa, e atinge pessoas vulneráveis a alergia, como nos casos de rinite ou bronquite.

 

Por fim, a conjuntivite tóxica é uma irritação circunstanciada, geralmente, por produtos químicos, como tinta do cabelo, produtos de limpeza, exposição a fumaça do cigarro ou a pequenos objetos que ficam presos no olho. 

 

Para se prevenir, o Ministério da Saúde faz as seguintes recomendações:

– Evitar aglomerações ou frequentar piscinas de academias ou clubes;
– Lavar com freqüência o rosto e as mãos, uma vez que estes são veículos importantes para a transmissão de micro-organismos patogênicos;
– Não coçar os olhos;
– Usar toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos, ou lavar todos os dias as toalhas de tecido;
– Trocar as fronhas dos travesseiros diariamente, enquanto durar a crise;
– Não compartilhar o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza;
– Não se automedicar.

Em casos de sintomas, o Ministério da Saúde orienta:

– Procure a unidade de saúde do bairro onde vive;
– O tratamento da conjuntivite é determinado pelo agente causador da doença. Para a conjuntivite viral não existem medicamentos específicos;
– Já o tratamento da conjuntivite bacteriana inclui a indicação de colírios antibióticos, que devem ser prescritos por um médico, pois alguns colírios são altamente contra-indicados, porque podem provocar sérias complicações e agravar o quadro.
– Cuidados especiais com a higiene (acima) ajudam a controlar o contágio e a evolução da doença;
– Qualquer que seja o caso, porém, é fundamental lavar os olhos e fazer compressas com água gelada, que deve ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico comprado em farmácias ou distribuído nos postos de saúde. 

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