04/10/2018 as 07:50

Fusão

Presidente interino do Clube Militar defende fusão dos estados de Sergipe e Alagoas

O clube tem como presidente licenciado o general Mourão (vice do presidenciável Bolsonaro).


Fusão 1

Em entrevista ao UOL, o presidente interino do Clube Militar, general Eduardo José Barbosa, defendeu a fusão dos Estados de Sergipe e Alagoas. O clube, que tem como presidente licenciado o general Mourão (vice do presidenciável Bolsonaro), divulgou um documento com propostas para o país, intitulado “Por um Brasil Melhor”. 

Fusão 2
O general justificou a proposta de fusão: “Estados que têm menor arrecadação e gastam muito deveriam ser fundidos para reduzir despesas”. Ele ainda questionou: “Para que ter dois Estados pequenininhos?”. O militar ainda disparou: “Às vezes aquele representante do Estado pequenininho que só gasta e não contribui com nada, tem a mesma força daquele Estado que produz”.

Fusão 3
Em outro trecho, o general Barbosa continuou explicando o documento defendido pelo Clube Militar: “Quando você tem Estados muito pequenos com pouca população, que tem a mesma força de votação de um Estado que é grande, grande arrecadador para o desenvolvimento nacional, como você pode ter uma igualdade de votação e de peso? ‘Peraí, eu estou aqui produzindo, aquele lá está só gastando’”.

Na pauta

Está na pauta de amanhã do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe a representação formulada pelo Ministério Público Estadual contra o ex-prefeito do Município de Nossa Senhora do Socorro, Fábio Henrique. No caso, são apuradas possíveis irregularidades em doações realizadas pela prefeitura, nos anos de 2011 e 2012.

Focco 1
O procurador-geral do Ministério Público Especial de Contas e coordenador interino do Fórum de Combate à Corrupção de Sergipe (Focco/SE), João Augusto dos Anjos Bandeira de Mello, apresentou o case bem-sucedido da auditoria conjunta coordenada pelo Focco na área de Oncologia no Hospital Cirurgia e no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), durante o IV Encontro Nacional da Rede de Controle da Gestão Pública, ocorrido nos dias 27 e 28 de setembro, em Porto Alegre.

Focco 2
Durante o evento, houve painéis, palestras e atividades voltadas à discussão de medidas para controle interno mais efetivo, combate à corrupção e fomento ao controle social. No segundo dia, alguns estados apresentaram cases de atuação das respectivas redes. Sobre Sergipe, o procurador-geral João Augusto Bandeira falou da atuação do Focco na questão oncológica e os resultados obtidos, sobretudo nas questões de radioterapia, quimioterapia e cirurgia oncológica.

Boto
A psicóloga Emília Boto é candidata a deputada estadual. Entre os seus projetos estão a disseminação da psicologia para todos e em todos os lugares e a obrigatoriedade de existir ao menos um psicólogo nas organizações, instituições e escolas. Ela também defende a implementação de um piso salarial estadual e o “empoderamento feminino sem perder a ternura”, além de leis severas para proibir o contato do agressor de mulheres com as suas vítimas.

Condenado 1
Após o ingresso de ações de improbidade administrativa pelo Ministério Público Federal, o ex-prefeito do Município de Porto da Folha, Manoel Gomes de Freitas, conhecido como “Manoel de Rosinha”, foi condenado ao ressarcimento de prejuízo aos cofres públicos verificado no período da sua gestão, entre 2005 e 2012, e teve seus bens bloqueados até a quitação dos valores. Entre multas e ressarcimentos, o valor devido por Manoel de Rosinha chega a R$ 2,8 milhões.

Condenado 2
Os desvios, que à época ultrapassaram R$ 500 mil, segundo o MPF, foram comprovados em obras de esgotamento sanitário e na construção de cisternas nos domicílios do município, além de desvios na compra de medicamentos – tudo com recursos provenientes do Governo Federal.

Sem contas
O senador Valadares (PSB) e o ex-governador Jackson Barreto (MDB), ambos candidatos ao Senado, ainda não apresentaram prestação de contas à Justiça Eleitoral. Não foi informado quanto gastaram até agora, quanto arrecadaram etc. As informações relativas aos demais candidatos estão disponíveis.

Nota pública 1
Ontem, após a OAB ter promovido um ato de desagravo público no Cope, a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Sergipe (Adepol) direcionou uma nota pública “contra a suposta violação das prerrogativas no exercício da advocacia”.


Nota pública 2
De acordo com o material da Adepol, o ato de desagravo consiste em pré-julgamento e afronta à tão cara presunção de inocência, mitigando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, institutos dos quais a OAB é uma histórica guardiã.

Boca de urna 1
Ontem, a procuradora regional eleitoral Eunice Dantas reforçou que no dia da eleição é proibida a boca de urna. Segundo ela, a legislação eleitoral permite a manifestação silenciosa acerca das suas preferências. “A legislação diz sobre o uso de bandeiras, botons, adesivos. E aí ficou a questão das camisas, que no meu entender não vejo problema. Agora deve ser manifestação individual. Não pode aglomerar”, alertou.

Boca de urna 2
Eunice Dantas frisou sobre a boca de urna. “É crime gravíssimo! Aquele derrame de santinhos, por exemplo. A gente já está tomando providências, inclusive orientando os promotores como agir. A gente está acostumada, infelizmente, a ver do sábado para o domingo as zonas eleitorais amanhecerem abarrotadas de santinhos no chão. Isso é crime e o MP estará atento a tomar as providências e imputar seus responsáveis”, acrescentou.