11/01/2017 às 10h47 - Política

Vereadora diz que Edvaldo cometeu estelionato eleitoral

Segundo Emília, prefeito já sabia que não poderia revogar IPTU no 1º ano.

Por: JornaldaCidade.Net

Durante a disputa eleitoral de 2016, o então prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B) havia anunciado que iria extinguir a taxa de iluminação pública e revogar a lei que aumentou o IPTU na cidade. Com a chegada do mesmo à Prefeitura e do período que se realiza o pagamento dos impostos, o tema voltou à tona nas rodas de conversas, em grupos do aplicativo WhatsApp e redes sociais devido ao discurso utilizado de forma maçante em campanha eleitoral. O JORNAL DA CIDADE ouviu os vereadores para colher informações referente ao que pode ocorrer na legislatura da Câmara Municipal de Aracaju.
 

Segundo a vereadora Emília Correia (PEN), Edvaldo se utilizou de um argumento que, naquele momento eleitoral, derrubaria o adversário candidato João Alves Filho (DEM). “Ele que se diz experiente e conhecedor da administração da Prefeitura, já sabia que não daria para revogar e acabar com o IPTU logo no primeiro ano. Assim que assumiu mudou o assunto. Induziu as pessoas a acreditar que poderia acontecer e realizou um estelionato eleitoral”, afirmou. 

Já o parlamentar Fábio Meirelles (PPS), disse que ficará aguardando a promessa feita. “O IPTU e o pagamento do salário dos servidores foram bandeiras fortes levantadas por ele. Ouvi que ele disse que revogaria, então eu vou aguardar junto com a população. Vou torcer que a administração dê certo e vou cobrar a promessa para que ela seja cumprida”, considerou.

Contudo, de acordo com Lucas Aribé (PSB), Edvaldo Nogueira começou a gestão “com pé esquerdo”. Para o vereador, o prefeito não está cumprindo uma das promessas mais repercutidas no meio social. “Eu esperava que o prefeito convocasse a Câmara para que a gente revogasse a lei atual e trouxesse de volta os valores venais anteriormente estabelecidos. Ele não fez isso. Não adianta dizer que é apenas uma correção do valor do IPCA”, opinou. 

Além disso, Lucas questionou a correção do IPCA feita pela Prefeitura: “Por que o cálculo do IPCA foi feito de outubro de 2015 a setembro de 2016? Por que não de janeiro a dezembro de 2016? Eu queria entender melhor isso”. 

Enquanto isso, Zezinho do Bugio (PTB) acredita que Edvaldo Nogueira se precipitou um pouco na campanha. “Agora ele tem obrigação de fazer isso. Sei que ele vai se reunir com equipe técnica para buscar solução. Espero que convoque os vereadores também. Irei cobrar a problemática e quero justificativas”, falou.

 

Iluminação pública

Sobre a taxa de iluminação pública, Lucas Aribé declarou ser a favor da extinção e disse que não há razão para ela existir. “Até agora não consigo enxergar nenhuma aplicabilidade nessa taxa a não ser o valor das contas de energia. Não existe qualidade no serviço como um todo. Na minha opinião, a situação dela é pior que o IPTU”, disse. 

Lucas espera por uma convocação do prefeito para uma sessão extraordinária na Câmara. “Não me incomodo para ter uma sessão, afinal esses projetos são importantes para os aracajuanos. São válidos, pois pior era o que ocorria na gestão passada, onde erámos convocados para discutir projetos que não tinham tanta importância para justificar a convocação”, alertou. Zezinho do Bugio também compartilha da opinião. “Sou a favor da taxa, desde que tenha serviço prestado de qualidade e que justifique a cobrança da quantia”, complementou.

Sobre o posicionamento da Prefeitura de Aracaju na Câmara, o JC entrou em contato com o líder e vereador Professor Bittencourt (PC do B), mas até o fechamento desta matéria não foi encontrado.

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