08/02/2018 às 09h22 - Reforma da Previdência

Senadores preveem dificuldades para aprovação

Mudanças feitas ao projeto, como a redução do tempo de contribuição, são a última tentativa do governo de conseguir votos entre os indecisos.

Por: Agência Senado/Rádio Senado

Senadores não acreditam em votação da reforma da Previdência (até o momento numerada como PEC 287/2016) em fevereiro na Câmara dos Deputados. Mudanças feitas ao projeto, como a redução do tempo de contribuição, são a última tentativa do governo de conseguir votos entre os indecisos.

 

O Plenário da Câmara dos Deputados poderá votar a Reforma da Previdência no dia 28 de fevereiro. Até lá o Palácio do Planalto tenta conseguir 308 votos, placar mínimo para aprovação no primeiro turno.

 

O relator deputado Artur Maia (PPS/BA) fez mudanças no projeto original em busca de 50 votos que ainda faltam. Entre elas está a manutenção de 15 anos do tempo de contribuição no regime geral, não mais 25, e das regras atuais da aposentadoria rural e para o benefício de prestação continuada pago a idoso de baixa renda e pessoas com deficiência. 

 

O líder do PT, senador Lindbergh Farias (RJ), não acredita que as mudanças serão suficientes para atrair os deputados indecisos. 

 

"As maldades permanecem, o trabalhador para se aposentar com o salário integral vai ter que trabalhar 40 anos, se você contribuir 15 anos, você se aposenta com 60% do salário. É muita maldade contra o povo, eu acho que não vai passar, porque o deputado e senador que votar a favor dessa reforma da previdência com certeza perde a eleição", afirma o senador.

 

O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB–RR), admite dificuldades na votação da Reforma por ser um ano eleitoral e pelo fato de as mudanças ainda serem impopulares. Ele voltou a afirmar, no entanto, que a Reforma não vai tirar direitos

 

"A reforma da previdência tem dois eixos importantes que o governo não abre mão, uma é a retirada de privilégios, e o outro é a questão de definir ao longo do tempo uma idade mínima que tenha efetividade com a realidade brasileira, ou seja, se aposentar com 42, 43 anos, não é possível para a conta da previdência social, a previdência não aguenta esse pico de aposentadoria precoce", observou Jucá.

 

Entre os pontos mantidos na Reforma da Previdência está o aumento da idade mínima para 62 anos no caso das mulheres, e de 65 no caso dos homens. Está pendente para negociação o acumulo de aposentadoria e pensão.

Comentários

comments powered by Disqus