08/02/2018 às 14h34 - Política

Vereador cobra votação de CPI da Saúde em Aracaju

Isac vai pressionar presidente da Casa para dar prioridade ao tema.

Por: Mayusane Matsunae/ Equipe JC

O vereador Isac (PCdoB) informou ao JORNAL DA CIDADE que irá pressionar o presidente da Câmara para colocar como prioridade a votação do requerimento para criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a Saúde em Aracaju. O pedido foi protocolado, lido no ano passado e deverá entrar na pauta da Casa a partir do dia 15, data regimental para o início das atividades do Poder Legislativo Municipal.

 

Foto: César de Oliveira

 

Para a equipe do JC, Isac detalhou que foi feito todo o procedimento necessário para dar início à abertura da CPI com a finalidade de verificar o desencontro de informações referente ao repasse de recursos feito pela Prefeitura de Aracaju aos hospitais filantrópicos que exercem atividade pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como o Hospital de Cirurgia. “Fizemos toda aquela proforma. Entregamos as assinaturas, apresentamos o requerimento, protocolamos e o presidente já fez a leitura do pedido. Agora é aguardar a votação”, contou.

 

Na época, o JC registrou, inclusive, os vereadores que assinaram a instauração da CPI: Jason Neto (PDT), Seu Marcos (PHS), Anderson de Tuca (PRTB), Bigode do Santa Maria (PMDB), Iran Barbosa (PT), Lucas Aribé (PSB), Cabo Amintas (PTB), Emília Corrêa (PEN), Elber Batalha (PSB), Kitty Lima (Rede), Américo de Deus (Rede) e Isac (PCdoB).

 

De acordo com Isac, o requerimento da CPI é considerado “anacrônico”, pois segundo o Supremo Tribunal Federal existe o direito de ser instaurada e independe de votação para ser realizada. “Mas como o regimento da Câmara diz que deve ser feito, nós vamos aceitar a votação e esperar a compreensão que a maioria vote a favor”, pontuou, mencionando o imbróglio jurídico para a formalidade da criação de uma comissão.

 

Após a aprovação da Casa, o presidente da Câmara nomeia cinco nomes para a composição da comissão. “Levando em consideração a relação de forças entre a bancada da oposição e situação. Definido os nomes será dito presidente, relator e os secretários”, detalhou

 

Balcão de negócios


O JC publicou na edição de ontem os “supersalários” de parte da cúpula da direção do Hospital de Cirurgia que atingiram quase R$ 100 mil no mês de dezembro. Sobre o episódio, o vereador Isac vê mais um motivo para dar a devida celeridade no andamento da instauração da CPI. “Vejo essa polêmica como um fato negativo. Eu até entendo que o Eduardo, filho de Milton, tem se esforçado para tornar esse hospital com uma nova feição”, opinou.

 

Contudo, segundo Isac, o fato dos salários estarem acima do teto do serviço público é “constrangedor”. “Eles não são obrigados a seguir o teto, mas no mínimo avilta e machuca, né? As pessoas devem ganhar bem, mas há um limite, até porque o hospital diz que está passando por uma crise. Então, está na hora de todo mundo se esforçar. Eu teria feito uma redução salarial”, considerou.

 

Ainda para o JC, Isac analisou o cenário dentro da unidade hospitalar. “O Hospital de Cirurgia virou um balcão de negócios. Parece que tem umas seis empresas lá dentro. É algo inacreditável. Não entendo como administram aquilo não”, concluiu.

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