09/02/2018 às 15h17 - Política

Dieese avalia que Governo não prioriza os servidores

Órgão acredita que o Estado tem condições de pagar salários em dia.

Por: Mayusane Matsunae/ Equipe JC

Após o Governo de Sergipe anunciar o calendário de pagamento do funcionalismo público ainda referente ao mês de janeiro, o Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas (Dieese) acredita que o Estado tem condições de pagar o salário de todos em dia. “Mas não está priorizando os servidores”, entende o coordenador e economista Luís Moura.

 

Foto: André Moreira/ Equipe JC
Luís Moura diz que não há informações sobre pagamentos do governo

 

De acordo com Luís Moura, o governo não prioriza os servidores e também não deixa claro o que vem sendo feito. “Quais são esses pagamentos? Nós não temos condições de saber porque não temos acesso à folha. Há um Sistema de Execução Orçamentária, lá nós saberíamos quais são os pagamentos priorizados em detrimento do pagamento do pessoal”, pontuou.

 

Para o JORNAL DA CIDADE, o coordenador do Dieese diz ainda que os relatórios que são publicados no sistema não permitem afirmar quem e o que está recebendo em dia ou até não recebe. “No caso dos servidores, nós não estamos sendo respeitados, o pagamento dentro do mês, principalmente os aposentados. Mas eu também não posso afirmar quais são os outros pagamentos, porque ele não libera, não dá para ver”, registrou.

 

O economista insiste ao ratificar que se o governo priorizasse os servidores o pagamento poderia ser regularizado. “Podia ter feito normalmente. O calendário é referente ao mês de janeiro para os aposentados a receber até R$ 4.500 no sábado. Então, é claro que quem ganha acima vai ter que esperar uma nova data, quando o normal seria o pagamento dentro do mês”, disse.

 

Pacote de medidas


No final do mês de janeiro, o governo anunciou um pacote de medidas para contenção de despesas e de aumento de arrecadação, com o objetivo de colocar as finanças da máquina pública em ordem e assim minimizar os impactos que estão sendo provocados, principalmente por conta da questão previdenciária. Conforme o JC acompanhou, o conjunto das ações pretende economizar até R$ 200 milhões por ano e tiveram início no dia 1º de fevereiro.

 

Segundo o coordenador do Dieese, a estratégia adotada pelo governo não vai resolver o problema. “Considero medidas muito tímidas. Anunciou o pacote de redução de cargos para economia de R$ 200 milhões por ano. É pouco”, registrou Luís Moura.

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