07/06/2018 as 08:06

Política

Sem renovação: seis federais vão tentar reeleição em SE

Eles lideram as pesquisas e não há perspectivas de grandes mudanças.


Sem renovação: seis federais  vão tentar reeleição em SEFotos: Ascom/Divulgação

Apesar do dito clamor social, tudo indica que haverá baixa renovação nos quadros políticos de Sergipe, na eleição deste ano. Na Câmara Federal, por exemplo, dos oito deputados federais sergipanos apenas Valadares Filho (PSB) e André Moura (PSC) não devem disputar a reeleição. VF já anunciou sua pré-candidatura ao Governo do Estado e Moura sonha com uma vaga no Senado.

Entre os deputados federais, devem concorrer à reeleição Adelson Barreto (PTB), Laércio Oliveira (PP), Fábio Mitidieri (PSD), Fábio Reis (PMDB), Pastor Jony Marcos (PRB) e João Daniel (PT). Eles inclusive aparecem encabeçando várias pesquisas eleitorais que já foram divulgadas este ano.

As pesquisas e os analistas da política sergipana apontam que fora os deputados federais que vão disputar a reeleição, aparecem com destaque os nomes do ex-prefeito de Capela, Sukita, o deputado estadual Gustinho Ribeiro (PSD) e o ex-prefeito de Socorro, Fábio Henrique (PDT). Todos os três estão longe de representar alguma renovação na política sergipana.

No Congresso

Um estudo do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), publicado no início do ano, já apontava que é baixa a perspectiva de renovação no Congresso Nacional como um todo. O levantamento calculou que a média histórica de renovação, levando em conta as últimas sete eleições, é de 49% - sendo que boa parte da mudança acontece pela desistência da tentativa de reeleição.

Na média, cita o estudo, geralmente cerca de cem dos 513 deputados não tenta a reeleição. Geralmente vão disputar outros cargos. Às vezes, deixam a vida pública.

A pesquisa ressalta que dois fatores geralmente contam para a renovação no Congresso: os momentos de crise, onde geralmente há renovação e a quantidade de parlamentares que tentam a reeleição. Quanto mais deputados e senadores entram na disputa para voltar aos cargos, menor a renovação.

Privilégios

O Diap apontou ainda que deputados e senadores possuem uma série de privilégios sobre os candidatos sem mandatos. Uma delas é a janela partidária, quando o candidato tem condições de pleitear uma espécie de “tratamento vip” no seu partido, pedindo mais acesso a verbas do fundo partidário ou espaço na TV para permanecer na sigla. A redução no tempo da campanha também seria benéfica para quem está no poder e já possui bases e cabos eleitorais consolidados, avaliou o estudo.

Outro ponto interessante da análise é que o Diap aposta que irá haver diminuição dos votos dos parlamentares que possuem mandato, devido aos desgastes e crise política – mas avalia que isso não será suficiente para evitar que se reelejam. Além disso, há a perspectiva do aumento de votos nulos e em branco, o que na prática acaba diminuindo o quociente eleitoral – aquele número de votos necessário para que o partido ou coligação eleja um nome.

Max Augusto/ Equipe JC