01/11/2018 as 08:10

Alternativas

Fafen: Governo de SE diz que houve falta de diálogo

Estado não foi informado sobre adiamento do processo de hibernação.


Fafen: Governo de SE diz que houve falta de diálogoFoto: Alejandro Zambrana

Após a Petrobras anunciar por nota que vai postergar a hibernação das fábricas de fertilizantes localizada em Sergipe (Fafen-SE) e na Bahia (Fafen-BA) para o dia 31 de novembro do próximo ano, o Governo do Estado viu com surpresa a medida tomada pelo órgão e frisou que houve falta de diálogo.


De acordo com o material divulgado pela Petrobras, a companhia continua com a avaliação de alternativas à hibernação em conjunto com representantes dos governos federações das indústrias dos estados de Sergipe e da Bahia e demais participantes dos grupos de trabalho. Contudo, para o JORNAL DA CIDADE, Oliveira Júnior, assessor de Política de Desenvolvimento do governador, a medida diverge do que havia sido discutido em reuniões.


“Ainda não tenho posição dos membros do governo. Eu vi com surpresa a nota porque não tinha sido isso que foi dito pela própria Petrobras nas últimas reuniões.

Inclusive, houve uma promessa pessoal do presidente que reconheceu que uma das premissas de trabalho sobre a Fafen era justamente o diálogo envolvendo o Governo do Estado e outros agentes da economia que tem interesse nessa questão”, comentou Oliveira Júnior.


Segundo Oliveira Júnior, ainda não tem uma posição dos membros do governo, “mas, mais uma vez, a Petrobras toma uma decisão inopinada, comunica de forma atabalhoada, não resolve e não aponta para nenhuma solução dos problemas que foram indicados. Não informa sobre como vai resolver a competitividade da empresa e me surpreende com uma nova data, uma postergação. Então, a empresa, na minha opinião, não foi feliz, mais uma vez, com esse anúncio”, opinou.


Até o fechamento desta matéria, o Governo do Estado ainda não tinha um posicionamento sobre as medidas que serão tomadas a partir da nota. “Ainda não conversei com o governador, que está em Brasília discutindo emenda de bancada”, acrescentou.


Na opinião de Oliveira Júnior, a Petrobras não praticou o diálogo. “Limitou-se a fixar a nova data para o mesmo que tinha antes. Então, não levou em consideração o diálogo que estava sendo mantido. O grupo de trabalho que foi feito, os esforços que foram feitos. Vai deixar não só o governo, mas também clientes, consumidores, parceiros da empresa, fornecedores sem informação clara do que está acontecendo. Vamos aguardar o desdobramento”, concluiu.


Conforme o JC vem acompanhando, a nota da Petrobras afirma que “este tempo adicional” é necessário para a conclusão da análise das alternativas à hibernação.

“Dentre estas, consta um possível processo de arrendamento das fábricas a terceiros. Futuros passos no desenvolvimento das análises serão comunicados ao mercado e à imprensa”, registrou.

Por Mayusane Matsunae/Equipe JC