07/02/2019 as 08:23

LAGARTO

Valmir Monteiro: “Perdas salariais são da gestão passada”

Prefeito de Lagarto se manifesta sobre críticas que vem recebendo de seus adversários


Valmir Monteiro: “Perdas salariais são da gestão passada”Foto: Divulgação

O clima político em Lagarto (a 75km de Aracaju) deve esquentar nos próximos dias. É que o prefeito da cidade, Valmir Monteiro (PSC), resolveu quebrar o silêncio e se manifestar sobre as críticas que vem recebendo de seus adversários em relação à questão dos professores municipais. “Os professores têm legitimidade de questionar o fato de Lagarto ainda não conseguir pagar o piso para parte dos professores. Eles, sim, podem falar. Mas nossos adversários? Impossível. Afinal, foi na gestão deles, entre 2014 e 2016, que se congelou salário de professor e gerou essa defasagem que hoje nós enfrentamos”, disse o prefeito.


E Valmir detalha a situação: “Quando assumimos, em 2017, conseguimos avançar, pois pagamos o reajuste do piso, que foi de 7,64%, e complementamos para chegar a um total de 11%. No ano passado, a mesma coisa: o reajuste do Governo Federal foi de 6,81% e nós concedemos 15,34% para os professores de nível 1, que já estão com o piso em dia, e 8% para os demais. E este ano sentaremos novamente com os professores e minha intenção é seguir nessa mesma política de recuperação da carreira do magistério”, explica o prefeito lagartense.


Para Valmir, o que se vê em Lagarto é muito ruim para a sociedade como um todo. “Os nossos adversários, que sempre fizeram da prefeitura uma espécie de loteamento deles, de suas famílias e de seus amigos, colocaram na gestão passada um prefeito que simplesmente decidiu não pagar o reajuste, gerando essa defasagem que nós estamos corrigindo. Aí eles vêm me criticar por um erro que eles mesmos cometeram. Fica feio isso, pois o povo sabe das coisas”, disse o prefeito, citando o congelamento salarial dos professores ocorrido entre 2014 e 2016, na gestão do ex-prefeito Lila Fraga (PSDB), aliado da família Reis, que é oposição a Valmir na cidade.


“Aí fica uma emissora de rádio, ligada à família Reis, me atacando. Mas fazem um péssimo jornalismo, pois é preciso ouvir todos os lados. Eles não dizem que o Sintese está reclamando uma defasagem salarial criada por prefeito ligado a eles. E nem dizem que, a duras penas, com muito aperto, nesses dois primeiros anos nós conseguimos dar aumento acima do reajuste que o Governo Federal concede e que, em 2019, sentaremos com os professores novamente para ver o que podemos fazer. E isso sem contar que em 2017 paguei a folha de dezembro de 2016 e parte do salário de setembro daquele mesmo ano que eles deviam aos nossos professores”, finaliza Valmir Monteiro.