12/06/2019 as 08:22

PSTU

Vera Lúcia quer barrar reforma da Previdência de Bolsonaro

Segundo Vera Lúcia, o movimento de greve geral que vai ser realizado no Brasil é em resposta aos “ataques deferidos pelo governo Bolsonaro”.


Vera Lúcia quer barrar reforma da Previdência de BolsonaroFoto: Marina Fontenele

Vera Lúcia, ex-candidata à Presidência da República pelo PSTU, defende que há sim uma possibilidade de “barrar” o projeto de lei da reforma da Previdência. “Tanto é possível que os governos Dilma (PT) e Temer (MDB) tentaram e não conseguiram”, relatou, justificando a necessidade da população aderir à greve geral a ser realizada na próxima sexta-feira, dia 14.


Segundo Vera Lúcia, o movimento de greve geral que vai ser realizado no Brasil é em resposta aos “ataques deferidos pelo governo Bolsonaro”. “A ideia é parar tudo e para isso estamos organizando através das assembleias das categorias panfletagem e atos. Então, pelo quadro atual, em Sergipe, pararemos as indústrias, o comércio, os serviços públicos e os transportes públicos”, contou.


A militante disse que a greve geral é a primeira maneira de barrar o presidente Bolsonaro (PSL), o ministro Paulo Guedes e o Congresso Nacional. “E os bancos! Querem praticar um crime contra os trabalhadores e principalmente os mais pobres. Para isso é importante que na greve geral nenhuma central sindical e nenhum partido negocie qualquer item dessa reforma. A essa altura do campeonato, é inaceitável qualquer vacilo ou traição à classe trabalhadora e principalmente aos mais pobres, seja lá qual for o argumento. A Previdência Social pertence à classe trabalhadora”, registrou.

Ensino público
Para Vera Lúcia, além da reforma da Previdência, outro ponto a ser motivo de luta é a defesa do ensino público. “A ameaça ao público é sempre o interesse privado. Os governos não têm interesse no investimento em educação, extensão e pesquisa porque querem garantir que a parcela que pode minimamente pagar alguma coisa o façam no ensino privado”, acredita.


De acordo com a dirigente do PSTU, o momento de crise capitalista é reflexo do que vem acontecendo. “Com o grau de decomposição desse sistema social, os capitalistas farão qualquer coisa, através do Estado, para assegurarem a sobrevivência dos seus lucros. Tudo vai virar mercadoria cara nesse sistema podre e assassino. Para garantir a educação, a juventude e a classe trabalhadora está necessariamente convocada para a realização de uma revolução. Constituir uma sociedade fincada sobre outras bases é uma necessidade para garantia da educação, da vida humana e do planeta”, defendeu.

Desemprego
Por essa razão, Vera Lúcia explica que o alto índice de desemprego tem motivo e pode ter fim. “Uma medida importante é a suspensão imediata do pagamento da dívida pública que abocanha mais de 40% do orçamento da União; fim da renúncia de receita praticada pelos governos através das isenções fiscais às grandes empresas; fim das remessas dos lucros das multinacionais aos seus países de origem; cobrança das dívidas dos bancos e das empresas a Previdência Social; redução da jornada de trabalho sem redução dos salários; fim das privatizações das estatais e estatização das empresas privatizadas; e a expropriação das cem maiores empresas do país, e, óbvio, colocá-las sob o controle dos trabalhadores, acabando com essa palhaçada das indicações feitas pelos governos”, expôs.


Contudo, acrescenta Vera, exige organização dos trabalhadores, da juventude e dos desempregados na luta direta para fazerem valer essas medidas. “Junto com isso, um plano de obras públicas e de desenvolvimento do parque industrial brasileiro, e, portanto, investimento em pesquisa. Com essas medidas é possível acabar com o desemprego no Brasil e em Sergipe. É difícil fazer isso? Não temos dúvidas que sim. Mas não é menos difícil passar fome”, pontuou.