11/07/2026 as 10:57

ENTREVISTA

“Governo, Senado e Câmara formam uma engrenagem única para Sergipe”

Na entrevista, André Moura também comenta a parceria com a filha, a deputada federal Yandra Moura (União), que disputa a reeleição, e projeta o crescimento do união Brasil no Estado para o pleito de 2026. Confira o conteúdo completo:

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Presidente do União Brasil em Sergipe, André Moura é précandidato ao senado na chapa majoritária ao lado do governador Fábio Mitidieri (PSD) e do deputado Jefferson Andrade (PSD) e detalha as bandeiras que pretende levar a Brasília: o combate ao feminicídio, a redução da maioridade penal, a prisão perpétua para crimes hediondos, além do fortalecimento da saúde pública com policlínicas regionais no interior. Ex-prefeito, exdeputado estadual, ex-deputadofederal e ex-secretário de estado no rio de janeiro, ele cita os mais de r$3 bilhões em investimentos que viabilizou para os 75 municípios sergipanos como prova de sua capacidade de execução. Na entrevista, André Moura também comenta a parceria com a filha, a deputada federal Yandra Moura (União), que disputa a reeleição, e projeta o crescimento do união Brasil no Estado para o pleito de 2026. Confira o conteúdo completo:

JORNAL DA CIDADE - Em 2026, Sergipe decide simultaneamente o governo do estado, duas vagas ao Senado e a bancada federal. Como essas disputas se conectam dentro da sua estratégia de campanha?
ANDRÉ MOURA – Essas disputas não são corridas isoladas. Governo, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa formam uma engrenagem política única. O governo estadual define a direção administrativa e o projeto econômico; o Senado e a Câmara garantem que Sergipe tenha voz firme nas grandes decisões em Brasília, especialmente no orçamento e nas reformas, fazendo a ponte junto ao Governo Federal para conquistar recursos para o nosso estado. Uma chapa forte e unida em todos esses níveis é o que garante que a nossa população não fique refém de acordos fragmentados. Vejo esse conjunto como um projeto único para Sergipe. Não são peças soltas.

JC – Quais temas o senhor considera que vão decidir a eleição para o Senado em Sergipe este ano?
AM – Na minha visão, várias pautas são importantes: o debate contra o feminicídio, a redução da maioridade penal, a melhora da qualidade da saúde pública, o fortalecimento do municipalismo, entre outros. O sergipano já reconhece os avanços na segurança, graças à política de tolerância zero com a marginalidade liderada pelo governador Fábio Mitidieri, mas ainda há gargalos urgentes que exigem atenção federal, como o combate ao feminicídio e a redução da maioridade penal. Na saúde, a entrega do Hospital do Câncer foi uma grande vitória da gestão estadual, mas precisamos expandir a rede de exames e consultas para mais perto da casa das pessoas. Por isso, defendo a implementação das policlínicas regionais. No municipalismo, o prefeito precisa de um parceiro em Brasília que conheça os caminhos, abra portas e resolva os problemas. Na geração de emprego e renda, defendo políticas públicas com oportunidades para os jovens chegarem ao mercado de trabalho. Quem não apresentar respostas práticas nesses eixos vai ficar só no discurso – e o povo cansou de promessas vazias.

JC – Como pretende diferenciar sua précandidatura das demais neste pleito?
AM – Eu trago uma bagagem testada e resultado comprovado. Fui prefeito, deputado estadual, deputado federal – quando liderei a bancada do Governo no Congresso – e secretário de Estado no Rio de Janeiro. Quando apresento uma proposta, ela tem base real. Como deputado federal, viabilizei mais de R$ 3 bilhões em investimentos para todos os 75 municípios sergipanos, sem olhar a sigla do prefeito. Foram mais de R$ 800 milhões exclusivamente para Aracaju. Esse é o tipo de diferencial prático e mensurável que não se copia da noite para o dia.

JC – O que o motivou a disputar uma vaga no Senado, depois de uma trajetória como deputado federal e secretário de Governo no Rio de Janeiro? AM – A experiência no Executivo do Rio me deu ainda mais capacidade administrativa. Atuar em um dos estados mais populosos e complexos do país, enfrentando desafios, foi um teste de fogo. Essa vivência me trouxe uma maturidade executiva muito grande. Volto a Sergipe sabendo exatamente como as engrenagens do Poder Executivo funcionam, como destravar grandes projetos e como transformar a força política do Senado em investimentos reais na ponta, para melhorar a vida das pessoas.

JC – Quais são suas três principais prioridades legislativas caso seja eleito?
AM – Como falei anteriormente, não diria só três, mas destacaria o combate ao feminicídio, a redução da maioridade penal, o fortalecimento da saúde, a geração de emprego e renda e o municipalismo. No Senado, vou liderar um debate que a sociedade exige: a viabilização da prisão perpétua para crimes hediondos e feminicídio. Conheço as barreiras jurídicas e o debate constitucional, mas o papel de um senador é justamente questionar e propor as reformas profundas que o país precisa, sem medo de enfrentar setores que só enxergam os direitos do agressor e ignoram as vítimas. Paralelamente, atuarei em frentes imediatas, como o desarquivamento da redução da maioridade penal para 16 anos – proposta de minha autoria que foi a única aprovada no plenário da Câmara até hoje e que foi arquivada no Senado – e o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica para réus com medidas protetivas. A outra prioridade é o financiamento da saúde. Minha meta é garantir os recursos federais para que o Estado e os municípios criem policlínicas regionais no interior, aproximando exames e médicos especialistas, como pediatras e cardiologistas, da população, o que reduz drasticamente as filas e o deslocamento compulsório para Aracaju.

JC – O senhor tem defendido publicamente pautas como o endurecimento penal e a jornada 5x2. Como pretende avançar com essas propostas no Congresso?
AM – A defesa da jornada 5x2 é uma pauta de modernização do mercado e de dignidade familiar. O trabalhador precisa de tempo para descanso, convívio social e consumo, o que também faz a engrenagem econômica girar. Mas defendo essa transição com estrita responsabilidade. Para que a mudança não sufoque o pequeno empresário – o dono da padaria, do salão de beleza ou do comércio do interior, que também trabalha duro para sustentar sua família –, o governo deve ser um parceiro facilitador. Proponho que essa redução venha atrelada a uma política nacional de desoneração da folha de pagamento para as empresas que adotarem o modelo, além de linhas de crédito subsidiadas em bancos públicos para micro e pequenas empresas. É possível avançar com sensibilidade social e competência fiscal, sem gerar desemprego. Sou defensor de todos os trabalhadores: tanto daquele que tem a carteira assinada quanto daquele que assina a carteira. No tocante ao endurecimento penal, o foco é acabar com a impunidade e com as brechas jurídicas que soltam criminosos perigosos. A sociedade exige respostas firmes, e o Parlamento precisa responder aos anseios da sociedade. É uma questão que se resolve aprovando leis mais duras.

JC – Como pretende equilibrar a atuação em Brasília com a defesa de emendas específicas dos municípios sergipanos?
AM – O prefeito e o cidadão que moram no interior não querem saber de discussões teóricas ou de brigas ideológicas em Brasília. Eles querem resolver o problema que bate à porta deles todo dia. Minha marca sempre foi a resolutividade. Quando destinei mais de R$ 3 bilhões em investimentos para os municípios sergipanos, fiz isso porque a falta de um posto de saúde, de uma ambulância, de uma creche ou de asfalto não escolhe partido. O sofrimento das pessoas não tem sigla. No Senado, serei o canal direto para que as demandas dos 75 municípios tenham resposta imediata. Meu gabinete continuará aberto a todos os gestores, focado unicamente no resultado concreto. O sergipano me conhece como o parlamentar que resolve, e é esse perfil de ação que levarei para o Senado.

JC – Sua filha, a deputada federal Yandra Moura, disputa a reeleição. Como o senhor avalia o desafio de conduzir duas candidaturas da mesma família simultaneamente?
AM – Tenho um orgulho imenso da Yandra. Ela construiu uma trajetória própria, legítima, foi a deputada federal mais votada da história de Sergipe em 2022 e conduz seu mandato com uma independência que eu respeito profundamente. Somos família, mas nossas candidaturas são autônomas; cada um responde pelo seu trabalho e pelo seu compromisso com o eleitor. Quem lidera a campanha de Yandra é ela mesma, com sua própria força de trabalho. Naturalmente, pela experiência que acumulei, sempre que ela me pede um conselho ou uma opinião, estou pronto para ajudar, mas o brilho, as decisões e o mérito do mandato são inteiramente dela.

JC – Como pretende estruturar sua agenda de campanha pelo interior do estado nos próximos meses?
AM – Minha presença no interior de Sergipe nunca foi sazonal; sempre foi uma constante na minha vida pública. Mesmo no período em que estive colaborando na gestão pública do Rio de Janeiro, eu mantive uma rotina intensa de viagens a Sergipe, percorrendo os municípios ao lado do governador Fábio Mitidieri, dos nossos deputados, prefeitos e vereadores aliados, conversando com as pessoas, olhando nos olhos delas e ouvindo seus anseios. Minha pré-campanha é a continuidade disso: presença física, acompanhando de perto as demandas locais. Não construo campanha apenas em palanque. Quando estiver no Senado, vou converter essa escuta em soluções rápidas e compromissos cumpridos, exatamente como fazia na Câmara Federal.

JC – Como descreveria hoje sua relação política com o governador Fábio Mitidieri?
AM – É uma relação baseada na confiança, na lealdade e, acima de tudo, na capacidade de trabalho. Fomos colegas na Câmara Federal e consolidamos essa parceria em 2021, quando unimos forças numa aliança por Sergipe. Hoje, o que nos move é uma sintonia muito clara em favor do estado: Fábio tem um ritmo vibrante na execução do governo estadual, e eu tenho a força política de quem resolve e traz os investimentos de Brasília que Sergipe precisa. É uma relação de respeito mútuo e de palavra cumprida, em que o maior beneficiado é o povo sergipano. Quando o governador e o senador jogam no mesmo time, com foco total no desempenho e no resultado, o estado avança mais rápido e a vida das pessoas melhora de verdade.

JC – O que representa, na prática, integrar a chapa majoritária governista ao lado de Mitidieri e Jefferson Andrade?
AM – Representa formar um time de entrega que une forças complementares para acelerar o desenvolvimento de Sergipe. Não vejo essa chapa apenas como uma composição política, mas como um pacto pelo desempenho. O governador Fábio Mitidieri lidera o Executivo estadual com um ritmo forte de obras e serviços; o deputado Jefferson Andrade garante o equilíbrio e a estabilidade na Assembleia Legislativa; e o nosso papel na vaga do Senado é garantir a força política e a articulação federal em Brasília para viabilizar os investimentos. Integrar essa chapa, junto com nossos suplentes Ricardo Vasconcelos e Selma França e todo o nosso agrupamento, é dar ao cidadão a certeza de um alinhamento que destrava burocracias e resolve os problemas do estado com muito mais rapidez e eficiência. É a união de quem sabe trabalhar e tem pressa em entregar resultados.

JC – Em que medida o apoio do governador e de sua base influencia sua estratégia de campanha pelo interior do estado?
AM – Influencia diretamente na velocidade e na eficiência do resultado na ponta. Essa sintonia fina com o governador Fábio Mitidieri e com as lideranças municipais – prefeitos, vice-prefeitos e vereadores – não é apenas uma aliança para somar votos; é uma parceria de trabalho. Quem vive a realidade do interior sabe o valor de ter um canal direto com quem conhece Brasília e sabe como as coisas funcionam por lá. A parceria entre mim e o governador Fábio, o “AM e FM” que as pessoas carinhosamente repetem nas ruas, significa estar na mesma frequência de trabalho. Quando o município, o Estado e o Senado jogam juntos, o projeto sai do papel, o investimento chega e a vida do cidadão melhora. Essa união encurta caminhos e potencializa a nossa força para entregar resultados de verdade em cada canto de Sergipe.

JC – Como presidente do União Brasil em Sergipe, que balanço faz do crescimento do partido no estado nos últimos anos?
AM – É um balanço extremamente positivo e que reflete uma escolha muito clara do eleitorado sergipano por desempenho e resultado. O União Brasil saltou de nove para 27 prefeitos eleitos, além de 15 vice-prefeitos e 161 vereadores, tornandose o partido que mais cresceu no estado. Mas esse crescimento não aconteceu por acaso ou por mero arranjo político; o partido cresceu porque abrigou lideranças que a população reconhece como realizadoras, gente que resolve os problemas reais das pessoas. Além disso, consolidamos a federação com o Progressistas, o que nos dá uma musculatura gigante no Congresso Nacional. Para Sergipe, ter o presidente de um partido desse tamanho disputando o Senado significa ter mais peso político, mais portas abertas e muito mais força para destravar as demandas do estado em Brasília. Essa força partidária serve a um único propósito: gerar resultados práticos para a vida das pessoas.

JC – Quais foram os critérios para a formação das chapas de deputados estaduais e federais do União Brasil neste pleito e qual a meta do partido para 2026, em número de cadeiras no Legislativo estadual e federal?
AM – O critério central é a capacidade de trabalho: buscamos nomes competitivos, com forte representatividade regional e, acima de tudo, perfil de quem resolve na ponta. A composição final das chapas será selada nas convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto, seguindo o calendário do TSE e mantendo o alinhamento com o governador Fábio Mitidieri. Quanto às metas, não cravamos números exatos antes do fechamento das atas, mas o objetivo é ampliar nossas bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal e, claro, conquistar um espaço no Senado. A meta real é consolidar o União Brasil como uma força política expressiva de Sergipe, elegendo parlamentares preparados para dar sustentação ao governo estadual e garantir a liberação de recursos em Brasília.