10/05/2018 as 16:07

Saúde

Fitoterapia, reiki e massoterapia são algumas práticas já adotadas em Sergipe

Todo o escopo de atividades está consolidado no Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS e já apresenta resultados no cuidado diferenciado dos pacientes em Sergipe.


A Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da união das políticas de Educação Permanente e de Educação Popular em Saúde, avança na adoção de práticas integrativas e complementares no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), através da inserção de tratamentos, como a massagem terapêutica, fitoterapia, acupuntura auricular e reiki, técnica japonesa usada para redução do estresse e relaxamento através das mãos.

Todo o escopo de atividades está consolidado no Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS e já apresenta resultados no cuidado diferenciado dos pacientes em Sergipe, e até mesmo na adesão de profissionais da Rede de Atenção Básica a essas novas práticas, sendo eles, prioritariamente, agentes comunitários e de endemias. Outros profissionais da saúde, a exemplo de médicos, também estão engajados na proposta.

De acordo com Glaudenilson Silva, Referência Técnica de Práticas Integrativas na Atenção Primária da SES, as práticas integrativas surgiram a partir da Portaria do Ministério da Saúde Nº 971, de maio de 2006, que instituiu a Política Nacional de Práticas Integrativas. “Há uma proposta, a partir dessa política, não de implantação das práticas, no sentido de torná-las obrigatórias para o gestor da área da saúde em seu município, visto que a modalidade chega como indutora, ou seja, sugere ao gestor a implantação, que pode auxiliar na promoção e produção de saúde em seu território. Para isso, há um passo a passo disponível ao gestor interessado em tais práticas”, ressaltou.

Como inserir?

O gestor da área da saúde insere práticas integrativas e complementares em seu território primeiramente, a partir de uma análise. Deve ser feito um levantamento diagnóstico que confirmará a necessidade da população frente ao que o município pretende ofertar. Em Sergipe e até mesmo em território nacional, a fitoterapia surge como prática natural de cuidado à saúde a partir do uso de ervas medicinais, com portaria específica que a distingue do uso de plantas medicinais, conhecido como uso da matéria bruta, da erva em si, que surge num contexto que abrange a cultura popular.

“Uma cápsula de alho é um fitoterápico. Já o alho é a planta medicinal. A fitoterapia, por sua vez, é aplicada de forma mais ampla também por ter mais facilidade de propagação, considerando a habilidade que muitos possuem com o manejo da terra, especialmente no nordeste brasileiro. Com a Política Nacional de Práticas Integrativas, em seu contexto mais atual, há a possibilidade de inserção de novas modalidades, de forma estimular gestores da saúde e a própria população a perceber os recursos que estão à disposição. Há ainda no Brasil a expansão das práticas corporais, a exemplo do reiki, massoterapia e outras massagens”, acrescentou Glaudenilson Silva.

MOPS

A partir do Movimento Popular de Educação em Saúde (MOPS), muitos profissionais de saúde foram qualificados em alguma técnica de prática integrativa. O MOPS oferece auriculocultura, que serve para tratar até 200 sintomas do corpo através de vasos e canais situados na orelha reiki, massoterapia e uso das ervas. A SES, enquanto gestão, busca identificar esses agentes que já estão qualificados para que o gestor da saúde comece a fazer as negociações necessárias para que esse trabalhador, em sua maior parte, agentes comunitários e de endemias, atuar com essas práticas e começar a promovê-las.

“A partir de uma conversa com esse profissional, que é uma negociação, ele vai disponibilizar esse conhecimento, atendendo a população. A pactuação nesse sentido servirá para criar um fluxo que perpassa o contexto institucional, com agenda de atendimentos na Unidade Básica de Saúde, com horário específico e preenchimentos no Sistema de Informação em Saúde da Rede de Atenção Básica onde podem ser lançados esses atendimentos, a partir da ficha do E-SUS, o que gerará visibilidade sobre a oferta de práticas integrativas na localidade e com base no Programa de Melhoria de Qualidade de Acesso para a Atenção Básica, haverá repasse financeiro”, concluiu o Referência Técnica de Práticas Integrativas na Atenção Primária da SES.

EDPopSUS

Oficinas de capacitação pedagógica já foram realizadas pela SES em benefício de profissionais engajados na proposta do EDPopSUS – Educação Popular em Saúde. Através de uma parceria com a Fundação Oswaldo Crus (Fiocruz), o Governo de Sergipe, através da SES, decidiu viabilizar o projeto com grande contrapartida, que são os educadores, locais para realização de eventos e organização. A Fundação, por sua vez, dá sua contribuição através do apoio à coordenação estadual e do processo de certificação dos atores envolvidos nesse processo. Entre os municípios sergipanos contemplados com essa e outras iniciativas, estão Lagarto e Nossa Senhora da Glória.