15/05/2018 as 13:24

Saúde

Enfermeiros paralisam atividades e manifestam em frente à PMA

Sindicato informou que, mesmo com a paralisação, a população não será prejudicada.


Enfermeiros paralisam atividades e manifestam em frente à PMAFoto: SEESE

No início da manhã desta terça-feira (15), enfermeiros da rede municipal de Aracaju iniciaram uma paralisação de 24h e se reuniram em frente ao Centro Administrativo da Prefeitura de Aracaju para manifestar. A principal reivindicação é o reajuste salarial.

De acordo com o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE), o reajuste está paralisado há dois anos e o objetivo da paralisação é justamente chamar a atenção da gestão e chegar ao diálogo.

Apesar da paralisação, a categoria informou que a população não ficará sem atendimento. Segundo o SEESE, 30% dos profissionais estão trabalhando na atenção básica e ambulatórios, além de 50% na rede de urgência e emergência.

Posicionamento da PMA

Na manhã de hoje, uma comissão formada pelos secretários municipais de Saúde, Waneska Barboza; Renato Telles, Governo; e Planejamento, Orçamento e Gestão, Augusto Fábio Oliveira; receberam uma comissão de sindicalistas das categorias da Saúde. Em nota, a Prefeitura de Aracaju esclareceu que a administração municipal aguarda o relatório de análise do primeiro quadrimestre de 2018, que é determinante para a avaliação da capacidade de gastos com pessoal, conforme previsão legal.

“Estamos realizando um enorme esforço para promover o reconhecimento de direitos que já beneficiou diretamente 30% dos servidores municipais com gratificações por Titulação, Avanço de Letra, Abono de Permanência, beneficiando servidores de todas as áreas. Esse é um direito que vinha sendo negado e, graças à determinação do prefeito Edvaldo Nogueira e ao empenho dos nossos servidores, através de mutirões, vem sendo proporcionado ao conjunto dos servidores”, esclareceu Augusto Fábio.

O secretário também focou nas medidas de gestão (http://www.aracaju.se.gov.br/noticias/72722), com redução de custeio, centralização de compras e otimização da mão de obra, que permitem, o pagamento em dia dos servidores. “Esta é uma obrigação da administração. Mas, como todos sabem, poucas capitais estão conseguindo manter em dia esse pagamento. As medidas adotadas em Aracaju são referência para diversos administradores e alcançam reconhecimento nacional”, relatou o secretário, enfatizando matérias publicadas na mídia nacional.

O secretários afirmaram que posicionamento demostra o compromisso da administração com os seus servidores. “Nós não podemos agir sem levar em conta o nosso planejamento e as imposições legais. Foram ações intempestivas que levaram à situação caótica que encontramos, com salários atrasados, direitos sendo negados e falta de investimento na estrutura municipal”, alertou a secretária Waneska Barboza.

Ainda conforme a secretária, no dia de amanhã (quarta-feira) haverá uma reunião com os sindicalistas e técnicos da Secretaria de Saúde, discutindo questões operacionais apresentadas pela categoria.

Os sindicalistas ficaram de levar os pontos ressaltados na reunião para avaliação das respectivas categorias. “Vamos apresentar esta situação que nos foi exposta ao conjunto da categoria para, então, deliberarmos qual será o direcionamento do movimento”, explicou a secretária do sindicato dos Enfermeiros (Seese), Gabriela Pereira, que estava acompanhada de Sheila Morgana e Raquel Tavares, também integrantes da direção do sindicato.

Pelo sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Combate às Endemias (Sacema), participaram o presidente, Vinícius Ribeiro, e o vice-presidente, Carlos Augusto.