02/08/2018 as 09:03

Pesquisa

40% da população desconhece o tipo sanguíneo

Estudo revela que o desconhecimento é maior entre jovens de 16 aos 24 anos.


40% da população desconhece o tipo sanguíneoFoto: André Moreira/Equipe JC

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha revela que 40% dos brasileiros desconhecem qual tipo sanguíneo possuem. O estudo ouviu mais de 2.700 pessoas em todo o país e revela que o desconhecimento é maior entre jovens de 16 aos 24 anos de idade. Saber o próprio tipo sanguíneo é importante para cada cidadão, já que ajuda em situações de risco, porém, de acordo com o Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), o fato de não ter esse conhecimento não implica na doação, já que o centro necessita de todos os grupos.

A biomédica do Hemose, Ana Paula Prata, reforça a importância de cada pessoa saber o seu próprio tipo sanguíneo, pois ajuda em situações de risco e de emergência. “A grande finalidade de saber a tipagem é para que você possa fazer uma transfusão segura. Para um paciente ser transfundido ele precisa receber o mesmo tipo sanguíneo. Claro que existem algumas situações, que a gente chama de grupo sanguíneo, o doador universal, que ele vai poder receber de um outro tipo, mas isso acontece quando é de urgência. Por isso que o tipo O é considerado universal, e as pessoas que são de RH negativo deveriam doar com frequência”, afirma Ana Paula.

O Hemose necessita de doações para todos os grupos sanguíneos. Os mais predominantes são os tipos dos grupos O e A e automaticamente os mais necessitados também. Os mais raros são os negativos, segundo Ana Paula. O teste ABO feito no laboratório de imunehematologia da Hemose dura mais ou menos 20 minutos, por isso que não é possível informar o tipo sanguíneo do doador no momento da doação.

Ana Paula explica ainda que em todos os casos de doação, mesmo que se trate de pessoas que doam regularmente, é obrigatório que o teste de ABO, que serve para identificar o tipo sanguíneo, seja repetido a cada nova doação, já que faz parte da legislação do próprio banco de sangue.

“Mesmo que saibamos o tipo sanguíneo daquele doador, temos que refazer todos os testes, inclusive o de ABO, para ter a certeza de que aquele hemocomponente combina com aquela tipagem sanguínea. Isso é uma segurança para nós que trabalhamos no banco de sangue e também para quem vai receber a transfusão”, frisou.

Em casos de urgência, a biomédica explica que é utilizado o tipo sanguíneo O negativo para transfusões, já que é esse o tipo universal. “Digamos que aconteceu um acidente na estrada e a pessoa precisa ser transfundida de imediato. A transfusão realizada vai ser com o sangue O negativo, porque é o de doador universal”, disse.

A biomédica salienta que a doação de sangue é desvinculada de qualquer tipo de benefício, inclusive para saber o tipo sanguíneo. “A gente faz a verificação e no caso de a pessoa não saber ela pode solicitar para vir pegar esse dado depois. Mas, lembrando que não vinculamos a doação de sangue ao benefício”, conclui.