03/08/2018 as 10:23

Saúde

Saúde de Aracaju alerta sobre a campanha contra o sarampo e polio

Devem se vacinar contra a poliomielite e o sarampo todas as crianças a partir de um ano até os cinco anos incompletos.


Seguindo o calendário do Ministério da Saúde, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) vai iniciar, na próxima segunda-feira, 6, a Campanha de Vacinação contra o Sarampo e a Poliomielite. As vacinas estarão disponíveis nas 44 Unidades de Saúde da Família (USF), que funcionam das 7h às 17h.

Devem se vacinar contra a poliomielite e o sarampo todas as crianças a partir de um ano até os cinco anos incompletos, ou seja, quatro anos, 11 meses e 29 dias. De acordo com a coordenadora de imunização da SMS, Tânia Nunes, a campanha de vacinação deste ano é indiscriminada, pois pretende vacinar todas as crianças dessa faixa etária no país, com o objetivo de manter coberturas de vacinação homogêneas.

“Para a poliomielite, as crianças que não tomaram nenhuma dose durante a vida receberão a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). Já os menores de cinco anos que já tiverem tomado uma ou mais doses receberão a Vacina Oral Poliomielite (VOP), a gotinha. Em relação ao Sarampo, todas as crianças receberão uma dose da Tríplice Viral, independente da situação vacinal, desde que não tenham sido imunizadas nos últimos trinta dias”, explicou Tânia.

Para reforçar a campanha, será realizado no dia 18 deste mês o Dia D de Mobilização Nacional para a imunização contra as doenças. Nesta data, todas as unidades estarão abertas. Com isso, a meta é vacinar, até o final do mês, pelo menos 95% das crianças para diminuir a possibilidade de retorno da pólio e reemergência do sarampo – doenças que já tinham sido eliminadas no Brasil.

Alerta

Neste ano, a Campanha de Vacinação no Brasil chega com um apelo ainda maior, sobretudo na conscientização sobre a importância da imunização. Isso porque, desde que observou redução nas coberturas vacinais do país, o Ministério da Saúde tem alertado sobre o risco da volta de doenças que já não circulavam no Brasil, como é o caso do sarampo.

Entre as principais causas, estão a circulação de notícias falsas na internet e nas redes sociais, causando dúvidas sobre a segurança e eficácia das vacinas; bem como a inadequada alimentação dos sistemas de informação.

Dados das doenças no Brasil

O Brasil recebeu, em 2016, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo, e atualmente empreende esforços para manter o certificado, principalmente por meio do fortalecimento da vigilância epidemiológica, da rede laboratorial e de estratégias de imunização.

Hoje, o país enfrenta dois surtos de sarampo: em Roraima e no Amazonas. O reaparecimento da doença está relacionado às baixas coberturas e a presença de venezuelanos no país, comprovado pelo genótipo do vírus (D8) identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela.

Já em relação a Poliomelite, o Brasil está livre da doença desde 1990. Em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem.