25/09/2018 as 10:34

Programa

HPV: Saúde trabalha para ampliar cobertura vacinal

Programa Estadual de Imunização revela cobertura insatisfatória.


HPV: Saúde trabalha para ampliar cobertura vacinal

Atuando em três frentes de ação, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) está focada na ampliação da cobertura vacinal de meninos e meninas contra o HPV (Vírus Papiloma Humano), infecção que pode levar ao câncer de colo de útero e de pênis. Assim, estão mobilizados nesta ação os programas Estadual de Imunização, Saúde na Escola e o ISTs/Aids, que têm atuado diretamente com os municípios e com a população.

A série histórica do Programa Estadual de Imunização revela uma cobertura insatisfatória. Os percentuais são de 34,43% na primeira dose e de 9,35% na segunda, no caso dos meninos e, para as garotas de 97,54% na primeira dose e de 53,15% na segunda dose, segundo informou a gerente do programa Sândala Teles, acrescentando que a vacina é recomendada para garotos com idade entre 11 e 14 anos e meninas na faixa etária de nove a 14 anos.


Para potencializar a vacinação, a Gerência do Programa Estadual de Imunização tem mobilizado os gestores municipais através de meios eletrônicos e contatos telefônicos ou ainda participando de reuniões nos colegiados de secretários municipais de Saúde, onde reforça a importância do engajamento de todos no combate ao HPV em adolescentes.


Enquanto isso, a Referência Técnica do Programa Saúde na Escola, Luciana Oliveira Boaventura, segue acompanhando as ações realizadas pelos profissionais nos municípios. “Entre as ações do programa está a de imunização e neste momento o foco está voltado para a vacinação contra o HPV. Estamos fomentando uma campanha dentro das escolas, envolvendo diretores, coordenadores, professores e profissionais de saúde, todos mobilizando o público-alvo e seus familiares, orientando-os da necessidade de os adolescentes tomarem a vacina como prevenção dos vários vírus do HPV”, informou.


De acordo com a Referência Técnica, estão ocorrendo reuniões com os coordenadores municipais do PSE para orientá-los sobre a elaboração de planejamento da vacinação nas escolas ou nas unidades de saúde, caso não seja possível na primeira opção. Luciana Boaventura informou ainda que os gestores municipais estão sendo incentivados a produzirem material educativo, trabalhado ludicamente, para que os adolescentes entendam e aceitem a necessidade da vacinação. Os municípios têm recursos financeiros do PSE para construírem esse tipo de instrumento orientador.
Com base nas estatísticas da cobertura vacinal, Boaventura salienta a importância da segunda dose da vacina. “Não basta apenas tomar a primeira dose porque ela sozinha não imuniza, apenas inicia o processo de imunização, que se completa com a segunda dose”, reforçou a Referência Técnica.


Orientação que está sendo dada também pelo gerente do Programa ISTs/Aids, Almir Santana, durante o trabalho educativo e de caráter preventivo que desenvolve em escolas, instituições, empresas e órgãos públicos sobre as doenças sexualmente transmissíveis e as hepatites. “Neste momento, estamos dando uma atenção maior à vacinação contra o HPV porque temos uma cobertura muito baixa e precisamos melhorar este cenário, protegendo nossos adolescentes contra as consequências graves causadas pelo vírus”, enfatizou o médico, acrescentando que a vacina também é recomendada para jovens de até 26 anos que têm Aids.