28/09/2018 as 18:11

SAÚDE

Funesa encerra Setembro Amarelo com atividades do MOPS

Projeto realizado para os servidores foca no princípio da humanização e valorização da vida


Servidores da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) participaram, nesta sexta-feira, 28, de um momento de cuidados com o trabalhador, através das práticas integrativas realizadas pelo Movimento Popular de Saúde (MOPS) - com Reiki, massoterapia e auriculoterapia -, durante o encerramento da ações do Setembro Amarelo. A iniciativa promovida pela Coordenação de Promoção e Prevenção à Saúde (Copps), por meio de diversas atividades, teve o objetivo de conscientizar os trabalhadores acerca da campanha de prevenção ao suicídio, sob a perspectiva de provocar reflexão, na identificação do sintomas e de que forma agir.

Para o servidor Carlos Eduardo Santos, os serviços executados pelo Mops foram uma oportunidade que os funcionários puderam ter para desobstruir a mente. "Além de interagir com os colegas, é um momento de descontração, de sair da rotina, do stress diário. É importantíssimo para os colaboradores da Fundação saírem um pouco da tensão que é o nosso dia a dia de trabalho e responsabilidades. Isso contribui, alivia e volta a nossa atenção para a saúde, que é fundamental para desempenharmos o nosso ofício", ressaltou.

Riso Santos Monteiro, massoterapeuta do Mops, afirmou que a finalidade do movimento é ajudar a população no tocante à melhoria qualidade de vida. "Nossos serviços auxiliam de um modo geral na vida da pessoa, principalmente no lado emocional. Atualmente, a grande luta que as pessoas travam é contra o stress e o Mops tem essa política de apoio, para que as pessoas vivam de uma maneira mais tranquila. Além dessas práticas, indicamos o uso da fitoterapia e produtos naturais, que não geram contraindicação e eficazes".

De acordo com coordenadora de Promoção e Prevenção à Saúde e responsável pelas ações, Sandra Ribeiro, os quatro encontros realizados neste mês de setembro, destacaram a importância da vida em qualquer circunstância. " A receptividade foi muito positiva. Abordamos, de forma conceitual, algumas causas e analisamos por meio de filme os contextos que podem levar ao suicídio. Conversamos sobre o olhar para si e para outro, através de práticas corporais e, hoje, celebramos a vida por meio do autocuidado. Acredito que foi uma ação muito produtiva, que nos trouxe variadas reflexões sobre a valorização da vida. Os trabalhadores abraçaram a proposta e participaram de todas as ações, contribuindo com vivências, questionamentos e vivenciando o que propomos", declarou.

Com esse foco, a Copps propôs ações dentro das diretrizes da Educação Permanente, por meio de metodologia participativa, a oportunidade de apresentar o tema, falar sobre ele e proporcionar o espaço para debate e escuta, preparando o servidor no seu trato com o outro. Ao propor a campanha em âmbito institucional, o projeto também informou sobre os procedimentos cabíveis e recomendáveis, em caso da identificação de possível vítima de suicídio e valida o princípio da humanização.

Durante o mês, a programação contou com palestras; dinâmicas; Cine SUS, com a exibição do filme Si Puo Fare; roda de conversa; Oficina do Corpo e Som; e roda de capoeira.

Dados

O suicídio é a quarta maior causa de mortes no Brasil entre a população jovem de 15 a 29 anos. Em 2011 foram 10.490 mortes e em 2015 o número chegou a quase 12.000, segundo dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade – SIM. Desse total, 76% são homens. O número de causa mortis por suicídio chega aos 800 mil por ano, em todo o mundo (OMS, 2014), e o Brasil ocupa a oitava posição no índice. De acordo com dados de 2017, da Agência da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese), Sergipe ocupa o segundo lugar no Nordeste e o terceiro lugar nacional, com cerca de 100 mortes por ano.

Para além dos silêncios e preconceitos que cercam o assunto, suicídio é caso de saúde pública que afeta toda a sociedade, precisa ser discutido e pode ser evitado, "Considerando a possibilidade de intervenção nos casos de tentativas de suicídio e que as mortes podem ser evitadas por meio de ações de promoção e prevenção em todos os níveis de atenção a saúde" (Diretrizes Nacionais de Prevenção ao Suicídio – Port. 1,876/2006).