12/03/2019 as 08:46

Meningite

Cobertura de vacina está baixa em Sergipe

A vacina contra meningite ocorre em duas doses, a primeira aplicada aos três meses de vida, a segunda aos cinco, e com 12 meses de idade deve ser feito o reforço com uma nova aplicação.


Cobertura de vacina está baixa em Sergipe

Dados preliminares do Ministério da Saúde sobre a vacina contra meningite registra baixa cobertura em Sergipe, com apenas 88%, quando deveria estar em 95%. A apuração final da cobertura será divulgada após o dia 31 de março, quando todos os municípios registrarem o quantitativo de vacinas aplicadas durante o ano de 2018.

A vacina contra meningite ocorre em duas doses, a primeira aplicada aos três meses de vida, a segunda aos cinco, e com 12 meses de idade deve ser feito o reforço com uma nova aplicação. Além disso, crianças entre 11 a 13 anos de idade também devem receber reforço da vacina meningocócica C. De acordo com a gerente do Programa de Imunização da Secretaria Estadual da Saúde (SES), Sândala Teles, é justamente a vacina de reforços dos adolescentes de 11 a 13 anos que tem a mais baixa cobertura em Sergipe.


“Essa dose de adolescente é muito baixa, tanto para menina, como menino. Por isso é preciso chamar atenção dos pais para levar a criança para vacinar”, reforça a gerente.


É justamente por causa da baixa cobertura que o Ministério da Saúde lança o reforço da vacina, segundo Sândala. Ela está disponível em todos os postos de vacinação do Estado, nas Unidades Básicas da Saúde, de segunda a sexta-feira.


A meningite acomete principalmente crianças e adolescentes, e por se tratar de uma doença viral, ela pode ser transmitida via alimentos, água, objetos contaminados, e são mais comuns entre o fim do verão e o começo do outono.


De acordo com o Centro de Informação em Saúde para Viajantes (Cives-UFRJ), em torno de 10% dos adolescentes e adultos no Brasil são portadores assintomáticos da bactéria causadora da meningite, ela fica instalada na garganta. Esse grupo, apesar de não desenvolver a doença, tem a capacidade de transmitir a bactéria por meio de gotículas e secreções do nariz e da garganta. Além disso, a doença também chama atenção por sua alta taxa de mortalidade, onde cerca de 20% dos pacientes não conseguem sucesso no tratamento.