22/04/2019 as 10:11

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Otorrinolaringologista fala sobre aumento de casos de doenças respiratórias

Existem dois tipos de sinusite: a aguda e crônica e se não for tratada, a doença pode levar também a complicações mais graves.


Otorrinolaringologista fala sobre aumento de casos de doenças respiratórias

Secreção e obstrução nasal, tosse, cefaleia, dor facial e febre. Se você está com esses sintomas, corre o sério risco de estar com sinusite. A otorrinolaringologista Rosa Grazielle de Lima explica que o clima seco, ar poluído e variações de temperatura são condições propícias para a ocorrência deste tipo de doença, principalmente nesta época do ano. “A sinusite é uma infecção que ocorre nos seios da face, que são como cavidades ocas que ficam na “maçã” do rosto e na testa. No paciente com sinusite, essas cavidades ficam cheias de catarro, o que leva a um quadro de dor de cabeça, congestão nasal, mal-estar, tosse e dor no corpo”, explica a médica.

A Dra. Rosa Grazielle alerta ainda que devido ao aumento da circulação dos vírus e as aglomerações em ambientes fechados, favorecem o contágio e facilita a agudização de doenças respiratórias, como asma e rinossinusites alérgicas. Ela fala ainda sobre a diferença entre rinite e sinusite “Na verdade, o termo mais correto é rinossinusite, uma vez que acomete mucosa do nariz e dos seios da face; porém, popularmente se diferencia rinite como algo relacionado à alergia e sinusite a algo relacionado a quadro bacteriano agudo. Através do quadro clínico, o otorrinolaringologista consegue diferenciar as rinossinusites de origem alérgica, viral, fúngica ou bacteriano”, disse ela.

Existem dois tipos de sinusite: a aguda e crônica e se não for tratada, a doença pode levar também a complicações mais graves. Se o pus chega aos olhos, por exemplo, eles podem inchar, deixando as pálpebras avermelhadas e irritadas. Fora isso, a secreção pode ainda chegar ao cérebro, causando meningite. É importante salientar que não há necessidade de exames de imagem, tipo tomografia computadorizada, para que as rimossinusites agudas possam ser diagnosticadas. O exame clínico, por anamnese e exame físico, apresenta boa acurácia nesse caso. Será solicitada avaliação complementar nos casos refratários ao tratamento ou na suspeita de complicações.


O tratamento é direcionado para o tipo da rinossisnusite e no caso das rinossinusites agudas, consistem basicamente em lavagem nasal rigorosa, corticoide nasal e antibióticos, a depender da avaliação do especialista. Importante lembrar a importância do acompanhamento da rinossinusite alérgica para que não haja a precipitação e piora das doenças respiratórias crônicas, como asma e bronquite. E nesses casos, a importância da prevenção com o uso da vacina influenza. (vacina da gripe) para evitar o contágio por esses vírus comuns.