03/09/2019 as 09:59

FILA CRESCE

Sergipe não realiza transplante de órgãos

No Estado, apenas o transplante de córneas é realizado


Doação de órgãos é um ato nobre que pode salvar vidas. Muitas vezes, o transplante de órgãos pode ser única esperança de vida ou a oportunidade de um recomeço para pessoas que precisam de doação. No Brasil para ser um doador é preciso comunicar à família, pois somente parentes podem autorizar a doação. Infelizmente em Sergipe existem apenas oito doadores efetivos, e a recusa familiar é de 75%. A afirmação é do coordenador da Central de Transplantes Benito Fernandez.

Segundo o coordenador, a sociedade precisa ser informada da necessidade de salvar vidas. “Entendemos que não é fácil perde um ente querido. É um momento de muita dor mas também a oportunidade de ajudar a quem precisa, de salvar o outro, de pensar no outro. Infelizmente o número de doadores em Sergipe é muito baixo e é preciso que a população se conscientize da importância do ato de doar um órgão. Hoje é com um desconhecido, mas amanhã pode ser com algum amigo, parente próximo ou até mesmo você. Doar órgãos é doar vida”, comentou Benito Fernandez.

Por enquanto, aqui em Sergipe só é realizado transplante de córnea. Existem 214 pessoas na fila, onde o tempo de espera é de nove meses. Ainda segundo o coordenador da Central de Transplante, este ano foram realizados 125 transplantes de córnea.


Procedimento
O transplante de órgãos é um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de uma pessoa doente (receptor) por outro órgão ou tecido normal de um doador, vivo ou morto.

De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), de cada oito potenciais doadores, apenas um é notificado. Enquanto em países como Espanha – referência mundial quando o assunto é transplante – são registrados perto de 40 por milhão, no Brasil essa taxa está próxima de 15.

Para Benito Fernandez, para mudar este quadro no país e principalmente em Sergipe, e permitir que cada vez mais pessoas que estão na fila dos transplantes possam voltar a desfrutar de uma vida confortável, é essencial inserir a temática da doação no cotidiano, dentro das escolas e faculdades de medicina, e também desfazer mitos que circulam entre a população.