13/04/2026 as 11:30

Turismo médico impulsiona cirurgia plástica e destaca Brasil no cenário global



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O avanço do turismo médico tem reposicionado o Brasil no mapa global da saúde, especialmente no campo da cirurgia plástica, que se destaca como uma das principais portas de entrada para pacientes estrangeiros. Em um mercado que cresce de forma contínua no mundo, o país passa a ser reconhecido não apenas pela competitividade, mas sobretudo pela qualidade técnica e sofisticação dos procedimentos.

Levantamento da Medical Tourism Association (MTA), repercutido pelo Media Market US, aponta que o turismo médico já movimenta cerca de US$ 100 bilhões globalmente, com taxas de expansão que podem chegar a 25% ao ano. Na América Latina, o Brasil ocupa posição de destaque, figurando entre os cinco principais destinos. Reportagem da CNN evidencia que cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Curitiba e Porto Alegre concentram a maior parte dessa demanda.

Na prática clínica, a mudança mais evidente está no perfil do paciente internacional. De acordo com o cirurgião plástico, Dr. Ricardo Araújo, que é força motriz do Turismo Médico em Sergipe, houve uma virada de chave nos critérios de escolha. “O fator preço deixou de ser protagonista. Hoje, o paciente busca diferenciação técnica, segurança e um padrão de resultado que, muitas vezes, não encontra em seu país de origem”, observa.
Segundo ele, o fluxo inclui pacientes vindos dos Estados Unidos, Europa, Oriente Médio e países latino-americanos, todos com alto nível de informação. São pessoas que chegam ao consultório após extensa pesquisa, comparando técnicas, avaliando casos reais e priorizando profissionais com domínio técnico comprovado.

Essa nova lógica também redefine o conceito de resultado estético. Procedimentos mais naturais, com respeito à anatomia, menor invasividade e recuperação acelerada passam a ser prioridade. “Há uma valorização clara de abordagens que preservem estruturas, reduzam riscos e entreguem equilíbrio estético, sem excessos”, explica.

Para o especialista, o paciente atual assume papel ativo em todo o processo. “Ele questiona, entende, participa das decisões e busca fundamentos científicos. É um perfil mais criterioso, que exige não apenas habilidade, mas consistência técnica e responsabilidade médica”, conclui.