17/12/2018 as 11:16

Entrevista

TB Entrevista Paulo Raimundo Lima Ralin

O advogado trabalhista Paulo Raimundo Lima Ralin, o guru do Exame da Ordem (OAB), conselheiro federal da OAB e vice-presidente da Comissão Nacional da Jovem Advocacia.


TB Entrevista Paulo Raimundo Lima Ralin

O advogado trabalhista Paulo Raimundo Lima Ralin, o guru do Exame da Ordem (OAB), conselheiro federal da OAB e vice-presidente da Comissão Nacional da Jovem Advocacia, está de volta ao corpo docente do curso de Direito da Universidade Tiradentes (Unit), a partir de 2019. E mais. No Ralin Preparatório, agora parceiro do Alexandria Concursos - OAB e Concursos/SE, dá continuidade ao realizar de sonhos daqueles que almejam a tão sonhada ‘vermelhinha’ ou ingresso no serviço público; e em São Paulo, integra a equipe dos cursos preparatórios Meu Curso. Fazendo do ensinar um prazer, Paulo Ralin transforma o aprendizado numa diversão encantada e o alcance das conquistas, uma celebração. E em meio à rotina profissional, sabe aproveitar bem os momentos em família na companhia da esposa, Fernanda Cardoso Couto, e dos filhos, Pedro Henrique e Rodrigo.

TB - Ao vivenciar a docência, no ensino superior e em cursos preparatórios para o Exame da Ordem, e também atuar na advocacia, o que acredita hoje ser os maiores desafios para o estudante de Direito hoje?
Paulo Ralin - O maior desafio para o estudante de Direito atualmente é colocar em prática tudo que aprendeu nos bancos da faculdade, por isso o estágio é tão importante. O acadêmico deve ao longo do curso direcionar os seus estudos para a labuta na advocacia ou para concurso público, o que vai determinar o seu futuro profissional. E esse discernimento do aluno é importante para o tipo de estágio que ele deve fazer. Outro desafio é a aproximação com a OAB, sinto que ainda falta um maior entrosamento, embora tenha ocorrido uma melhora substancial do meu tempo de estudante para cá.

TB - Retornar à Universidade Tiradentes (Unit), onde já trabalhou por 12 anos, é um desafio prazeroso?
PR - Com certeza é um desafio prazeroso, pois amo a docência e não consegui me afastar muito. Sai em dezembro de 2017, e estou voltando agora no início de 2019. Na Unit, sinto-me em casa, conheço tudo e todos e posso trabalhar do meu jeito.

TB - E quanto ao projeto pessoal do Ralin Preparatório para o Exame da OAB, ele continua?
PR - O projeto Ralin Preparatório continua forte e vem com novidades. Eu fui convidado para fazer parte do corpo docente do Damásio Educacional, em São Paulo, no início de 2016, e me pediram exclusividade. O resultado foi o fechamento do Ralin Preparatório em Aracaju. Em junho de 2018, por motivos alheios, pedi para sair do Damásio para retomar o Ralin Preparatório na capital sergipana. Logo que sai do Damásio, o Meu Curso, também preparatório em São Paulo, me fez uma proposta e eu aceitei. A equipe é maravilhosa e não pediram exclusividade. Assim, há um mês o Ralin Preparatório fechou sociedade com o Alexandria Concursos e estamos funcionando na preparação de Exame de Ordem 1ª e 2ª fases e na preparação de concursos públicos. Na preparação para a 2ª. Fase da OAB temos recordes de aprovação em Direito do Trabalho, chegando a uma média de 90%, com turmas com 100% (o que levou ao cenário nacional pelo Damásio) e também recorde em Direito Penal, com o professor Ivis Melo, que chegou a marca de 95% no Exame XXVI, que foi o passado.

TB - Especialista da área do Direito do Trabalho, após um ano da nova legislação trabalhista, qual a breve análise da relação empregado/empregador na atualidade?
PR - A reforma trabalhista foi feita às pressas, na minha concepção. E indicadores oficiais mostram que a reforma teve pouco impacto na geração de novos empregos e também não conseguiu reduzir a informalidade do mercado de trabalho. Há muitos pontos inconstitucionais, uma verdadeira colcha de retalhos. Na verdade, não se criam empregos com mudanças na legislação trabalhista, e sim com crescimento econômico. O empregado não é o problema, a carga tributária é o grande problema do empresariado do nosso país, essa é a verdade.

TB - E no Judiciário, quais foram os principais reflexos?
PR - Temos uma queda assustadora no número de ações (cerca de 45%), devido ao medo da sucumbência. Nesse ponto afastou aventureiros de plantão, mas temos ainda um judiciário dividido. O TST ainda deverá se pronunciar em diversos aspectos do direito material, pois já se manifestou sobre o processual através da Instrução Normativa 41/2018.

TB - Qual cenário que visualiza nos próximos anos com essa nova legislação que caminha para o segundo ano de vigência?
PR - Infelizmente muita coisa precisa ser aprimorada, não adianta olhar a legislação de países da Europa ou dos EUA, pois a nossa realidade é outra. Espero que haja uma reforma tributária para que, aí sim, o empregador possa respirar e o empregado deixe de ser o “alvo”.