05/08/2022 as 08:46

ECONOMIA

Gasolina tem baixa e chega a custar R$ 5,33 em Aracaju

Desoneração dos impostos possibilitou queda no valor, explica Sindpese

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Gasolina tem baixa e chega a custar R$ 5,33 em Aracaju

Após período de altas frequentes, o preço da gasolina finalmente começou a baixar. Durante o mês de julho foi percebido um decréscimo no valor, que seguiu baixando alguns centavos durante as semanas. Nesta quinta-feira, 4, em Aracaju, alguns postos de gasolina marcaram R$ 5,33 para o litro do combustível. Sendo assim, há expectativas sobre a instabilidade do preço, em que os motoristas questionam se as variações permanecerão para valores menores ou se haverá novas altas.

O secretário executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Sergipe (Sindpese), Maurício Cotrim, explica que a retirada dos impostos possibilitou as baixas, mas que a revenda vive um momento sensível. “O que tem determinado o preço da gasolina que é comercializado nos postos de gasolina de todo o Estado de SE é a desoneração dos impostos federais e estaduais que se deram no início de julho. Em seguida, nas outras semanas nós tivemos um recuo de barril de petróleo no mercado internacional que possibilitou para as refinarias fazerem uma redução do preço da gasolina tipo A, que é vendida para as distribuidoras. Além disso, o que acontece no cenário hoje para revenda em todo o Estado de Sergipe é que ele é um ambiente extremamente competitivo. Como os preços são livres, existe uma liberdade de preço por parte do revendedor para o consumidor, provocando uma concorrência acirrada, onde o maior beneficiado sempre será o consumidor, que tem a possibilidade de abastecer mais barato”, informa.

“Porém, a revenda vive um momento extremamente sensível porque com a concorrência acirrada as margens se espremem muito e o volume não vem, porque como todo mercado está se posicionando muito parecido esse volume é muito distribuído. Então, eu baixo a minha margem e o volume que eu preciso para compensar essa redução de margem não vem. Para a revenda, nós entendemos que ele é prejudicial, mas para o consumidor ele sempre será o maior beneficiado dos preços livres desse mercado livre e aberto”, reflete.