01/05/2026 as 09:58

BARRA DS COQUEIROS

Servidores realizam paralisação e cobram valorização

Durante ato, prefeito assume compromisso de receber comissão no dia 8 de maio

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O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da Barra dos Coqueiros (Sindibarra), em parceria com a Federação dos Servidores Públicos Municipais do Estado de Sergipe (Fetam/Se), a Central Única dos Trabalhadores (CUT/Se) e o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (SINTESE), promoveu na útlima terça-feira, 28, um ato de paralisação em defesa da valorização salarial, do respeito aos trabalhadores e da abertura imediata de mesa de negociação com a gestão municipal.

A mobilização começou na rótula de entrada da cidade. Em caminhada, os servidores seguiram até a sede da Prefeitura. Durante o percurso, a categoria distribuiu panfletos, dialogou com a população e denunciou a falta de avanço nas pautas do funcionalismo público municipal.

Após pressão da categoria, o secretário de Governo, Douglas Silva Oliveira, informou inicialmente o recebimento da comissão ao meio-dia e meia para definir a data da reunião com o prefeito Airton Martins. No entanto, por volta das 11h40, a chefe de gabinete, Givalda Pereira, recebeu os representantes acompanhada de oficial de justiça para entregar uma intimação relacionada ao movimento paredista.

A presidente do Sindibarra, Mirlene Andrade, relatou os obstáculos enfrentados durante o ato. “Foi uma luta árdua, sofremos uma repressão muito forte, fomos impedidos de entrar na Prefeitura. Mesmo diante de ofícios enviados previamente, a SMTT não compareceu no início do ato, apenas depois, durante a caminhada. Uma servidora pública quase sofreu um acidente, uma moto esbarrou no braço dela. Apesar disso, a população viu nossa luta, distribuímos panfletos e dialogamos com os moradores. O secretário Douglas Oliveira e a primeira-dama Eliana Martins nos receberam. Agora esperamos a retomada da negociação com a Prefeitura”, afirmou.

A presidente da Fetam/Se, Vanessa Ferreira, reforçou a importância da união sindical na defesa do funcionalismo. “Esse é um momento de união e resistência. Não podemos aceitar a desvalorização dos servidores enquanto mantêm os serviços públicos funcionando. A luta cobra respeito, negociação e condições dignas para todas as categorias”, declarou.

A diretora da CUT e do Sintese, Emanuela Pereira, cobrou avanços nas pautas da educação. “Hoje foi um dia tenso, mas pelo menos fomos ouvidos, pois esta gestão não nos ouve. A gente luta pela mudança de nível já deferida, mas ainda sem implementação no salário dos professores, além da atualização do piso. No dia 11 de maio, vamos deliberar os próximos passos da luta a partir do que conseguirmos negociar. Tentaremos dialogar com o deputado Adailton Martins, irmão do prefeito, para ajudar nessa conversa por melhorias na educação da Barra dos Coqueiros”, disse.

Tentativa de criminalização

O documento entregue à comissão alegava ilegalidade da paralisação sob justificativa do reajuste de 5,4% concedido pelo Executivo aos professores. O Sindibarra esclarece que o percentual contemplou apenas o magistério e deixou os demais servidores sem reajuste.

Parte dos trabalhadores do município ainda recebe remuneração base de R$ 1.518,00. O sindicato também atuou judicialmente para barrar proposta da gestão que previa apenas adequação ao salário mínimo nacional, medida sem ganho real para a categoria.

Ao final da reunião, a primeira-dama Eliana Martins e o secretário Douglas Silva Oliveira assumiram o compromisso de apresentar, até 8 de maio, a data oficial para instalação da mesa de negociação com os representantes dos servidores.

Assembleia Geral

Em assembleia realizada em frente à Prefeitura, os servidores aprovaram indicativo de greve para os dias 19, 20 e 21 de maio. A categoria poderá suspender o movimento caso a gestão instale a mesa de negociação e apresente proposta que contemple todas as categorias do serviço público municipal.

A Constituição Federal garante o direito de greve aos servidores públicos. A legislação municipal também assegura negociação coletiva e revisão salarial. O Sindibarra reafirma a continuidade da mobilização em defesa dos direitos da categoria e da valorização dos trabalhadores do município.