21/08/2026 as 11:08
DESAPARECIDOSFamiliares poderão fornecer material genético para comparação com perfis de pessoas desaparecidas e restos mortais não identificados
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A Secretaria da Segurança Pública de Sergipe, por meio das Polícias Civil e Científica, participa, na próxima quarta-feira, 26, do Dia D da coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas. A ação integra uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e será realizada das 7h às 13h, no Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), em Aracaju.
A coleta tem como objetivo reunir material genético de familiares de pessoas desaparecidas para inserção no Banco Nacional de Perfis Genéticos. Os perfis poderão ser comparados com materiais biológicos de pessoas desaparecidas e de restos mortais ainda não identificados, contribuindo para a localização e identificação.
Segundo a delegada Lara Schuster, a mobilização busca facilitar o acesso das famílias ao serviço. “Em Sergipe, foi escolhido como Dia D o dia 26 de agosto. Nesse dia, estaremos realizando a coleta de forma itinerante, em parceria com a Polícia Científica e o IAPF, aqui no DAGV de Aracaju, justamente para facilitar o acesso das famílias”, explicou.
A comparação dos perfis genéticos não fica restrita aos registros realizados em Sergipe. O Banco Nacional permite o cruzamento de informações entre diferentes estados e também com materiais inseridos em outros países, ampliando as possibilidades de identificação.
Como será feita a coleta
O procedimento é simples e realizado com um cotonete, utilizado para coletar material genético da parte interna da bochecha do familiar. Segundo o diretor do Instituto de Análise e Pesquisa Forense (IAPF), Kleber Willer, familiares também podem levar materiais de uso pessoal da pessoa desaparecida, como escova de dentes ou aparelho de barbear, que poderão contribuir para a investigação.
A orientação é que familiares de pessoas desaparecidas que já possuem boletim de ocorrência compareçam diretamente ao DAGV para realizar a coleta.
Nos casos em que o desaparecimento ainda não foi formalizado, o registro poderá ser feito no próprio local durante a mobilização. Após o registro da ocorrência, o familiar será encaminhado para a coleta do material genético.
“A orientação é que os familiares compareçam com o boletim de ocorrência. Caso a família não tenha o BO, deve procurar uma delegacia ou comparecer durante a semana da mobilização, para que o boletim seja registrado e a coleta do material genético possa ser realizada”, explicou a oficial investigadora Márcia Brito.
A mobilização integra a campanha nacional de coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas, com ações ampliadas entre os dias 23 e 28 de agosto. Em Sergipe, o atendimento concentrado do Dia D será realizado na próxima quarta-feira, 26, no DAGV, das 7h às 13h.