14/09/2026 as 10:14
EDUCAÇÃOEm 2016, 13,9% dos sergipanos com 15 anos ou mais eram analfabetos.
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Sergipe registrou nova redução na taxa de analfabetismo entre a população de 15 anos ou mais. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice caiu de 10,8% em 2024 para 10,3% em 2025. O resultado acompanha uma tendência de queda observada nos últimos anos.
Em 2016, 13,9% dos sergipanos com 15 anos ou mais eram analfabetos. Em 2025, o percentual chegou a 10,3%, uma redução de 3,6 pontos percentuais no período. Ainda assim, Sergipe permanece entre os estados brasileiros com os maiores índices de analfabetismo. No país, a taxa também apresentou redução e chegou a 4,9% em 2025, o menor percentual da série histórica.
O cenário evidencia, porém, as desigualdades regionais: os maiores índices continuam concentrados no Nordeste. Para enfrentar o problema, o Ministério da Educação (MEC) vem desenvolvendo ações por meio do Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA), em articulação com estados e municípios. Entre as iniciativas está o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), plataforma criada para facilitar o acesso de pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir a educação básica na idade regular. Instituído pela Portaria nº 275/2026, o sistema permite que interessados manifestem o desejo de retomar os estudos e recebam orientação para encontrar uma oportunidade de matrícula.
A plataforma atende pessoas com 15 anos ou mais que desejam retomar o Ensino Fundamental e pessoas com 18 anos ou mais interessadas em concluir o Ensino Médio. Para solicitar atendimento, o usuário deve acessar o CadEJA, selecionar a opção “Quero voltar a estudar”, preencher os dados solicitados e aguardar o contato de um operador. O avanço registrado em Sergipe representa um resultado positivo no enfrentamento do analfabetismo, mas também reforça a necessidade de ampliar políticas de Educação de Jovens e Adultos e de garantir que a redução do índice alcance especialmente as parcelas da população que ainda enfrentam maiores barreiras de acesso e permanência na escola.