26/03/2026 as 12:07

EXPOSIÇÃO

Artista Ivy Viana estreia sua primeira exposição individual em Aracaju

Ivy sempre é incessante descobridora de expressões artísticas, uma jornada que acumula formação em pintura na ABRA - Academia Brasileira de Arte e constantes andanças por exposições mundo a fora.

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Bem distante das carreiras tradicionais, aos poucos, sem ruído, a artista sergipana Ivy Viana, de apenas 21 anos, vem construindo uma obra e uma história que não se impõem, se revelam. Nascida em Aracaju, Ivy iniciou, ainda na infância, um percurso que nunca se interrompeu. Do teatro ao desenho, da tinta à cena, sua trajetória é marcada por uma continuidade rara, como se a arte não fosse escolha e sim parte de quem ela é e da forma como enxerga e se relaciona com o mundo. Hoje, vivendo em São Paulo (SP), onde atualmente cursa Bacharelado em Artes Cênicas no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Ivy sempre é incessante descobridora de expressões artísticas, uma jornada que acumula formação em pintura na ABRA - Academia Brasileira de Arte e constantes andanças por exposições mundo a fora.

“Minha pintura nasce de um interesse profundo pelo corpo humano, especialmente pelo corpo feminino, entendido como território de beleza, força e identidade. Em minhas obras, o corpo não aparece como um ideal único, mas como presença viva capaz de despertar sensações entre o íntimo e o estético. Ao lado das figuras, desenvolvo também trabalhos abstratos guiados por processos intuitivos e estados emocionais. Cada pintura surge como um registro sensível de experiências, pensamentos e atmosferas vividas no momento da criação. Para mim, pintar é transformar emoção em imagem”, explica a artista.

O olhar atento do curador Mário Britto, um dos grandes nomes das artes em Sergipe, já reconhece toda essa potência da Ivy. Tanto que a estreia da primeira exposição individual da jovem artista será na Galeria de mesmo nome do curador, no próximo dia 14 de abril, um marco que envolve muita ansiedade e é fruto de um trabalho cuidadoso.  A mostra representa não apenas um retorno à cidade onde nasceu, mas a afirmação pública de um trabalho que, embora jovem, já se sustenta com consistência e identidade, e que com toda certeza deve logo arrebatar os sentidos de apreciadores da arte não só aqui, mas pelos quatro cantos do país.

“A pintura de Ivy se insere na produção contemporânea ao propor uma abordagem em que o corpo deixa de ser apenas objeto de representação e passa a assumir papel central como linguagem. Em vez de narrativas tradicionais, suas obras apresentam composições que exploram estados e sensações, com foco na expressão, na identidade e na experiência humana. Com domínio técnico do desenho e uso preciso das cores, a artista constrói imagens que equilibram forma e emoção”, destaca o curador.

Mais do que apresentar obras, Ivy propõe uma experiência. Suas telas não pedem espaço, exigem presença. E talvez seja nesse tempo desacelerado, nesse espaço entre o olhar e o sentir, que sua arte encontre aquilo que a define: uma forma silenciosa e potente.