14/08/2026 as 13:28

MERCADO

Sergipe reduz desemprego e tem maior rendimento do Nordeste

Taxa de desocupação recua para 7,9% e desalento cai quase 50% em um ano.

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Sergipe apresentou melhora nos indicadores do mercado de trabalho no segundo trimestre de 2026. A taxa de desocupação no estado caiu para 7,9%, abaixo dos 8,6% registrados no primeiro trimestre deste ano e dos 8,1% observados no segundo trimestre de 2025. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados nesta sexta-feira (14) pelo IBGE.

No segundo trimestre de 2023, a taxa de desocupação em Sergipe era de 10,3%, o que representa uma redução de 2,4 pontos percentuais em três anos. No Nordeste, a taxa de desocupação também apresentou queda, passando de 8,4% no primeiro trimestre de 2026 para 7,6% no segundo trimestre.

No mesmo período de 2025, o indicador estava em 8,2%. “A redução do desemprego reflete diretamente a ampliação da capacidade de autossustento das famílias, cenário que justifica a celebração da queda dessa taxa nos últimos anos. Em contrapartida, a informalidade permanece como um fator de preocupação nos indicadores econômicos, demandando atenção”, ressaltou João Teles, Chefe da Seção da PNAD em Sergipe.

Rendimento

Além da redução da desocupação, Sergipe se destacou pelo rendimento médio real habitual de todos os trabalhos. No segundo trimestre de 2026, os trabalhadores sergipanos receberam, em média, R$ 3.042 por mês – o maior rendimento entre os estados nordestinos.

Apesar de uma leve retração em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando o rendimento alcançou R$ 3.109, o valor permanece significativamente acima do observado no segundo trimestre de 2025, quando era de R$ 2.679. O avanço também é expressivo quando comparado ao mesmo período de 2023. Naquele ano, o rendimento médio dos trabalhadores sergipanos era de R$ 2.408, indicando um crescimento real acumulado de 26,3% em três anos.

No Nordeste, o rendimento médio habitual foi estimado em R$ 2.645 no segundo trimestre de 2026. Embora inferior ao valor registrado no trimestre anterior (R$ 2.677), o rendimento regional continua acima dos R$ 2.522 observados no segundo trimestre de 2025.

Desalentados

O contingente de pessoas que gostariam de trabalhar, estavam disponíveis, mas desistiram de procurar emprego por acreditarem que não encontrariam oportunidade caiu, em Sergipe, de 64 mil pessoas no segundo trimestre de 2025 para 33 mil no mesmo período de 2026. A redução foi de 49,4% em um ano. 

A taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas também apresentou queda, passando de 9,8% para 8,4% no período.

“O declínio da taxa de desalento constitui outro indicador extremamente importante. Este índice mensura a percepção dos indivíduos sobre as oportunidades no mercado de trabalho. Essa redução sinaliza que a população economicamente ativa recuperou a confiança no mercado de trabalho”, reforçou João Teles.

Informalidade 

No segundo trimestre de 2026, a taxa de informalidade alcançou 47,3%, o equivalente a aproximadamente 460 mil trabalhadores. O percentual coloca Sergipe como o 7º estado com maior informalidade do país e o 3º maior do Nordeste.

O índice estadual está acima da média nacional, de 37,4%, mas ligeiramente abaixo da média nordestina, de 48,7%. “Falar em informalidade no mercado de trabalho é apontar para uma série de riscos ao trabalhador, como falta de proteção social, instabilidade financeira, ausência de direitos trabalhistas básicos. Além disso, a informalidade está ligada diretamente, em regra, a uma remuneração menor auferida pelos trabalhadores informais”, explicou João Teles.

Entre os estados, Santa Catarina registrou o menor nível de informalidade do Brasil, com 25,4%, enquanto o Maranhão apresentou a maior taxa, com 56,9%. Na região Nordeste, somente Maranhão (56,9%) e Bahia (50,7%) apresentaram percentuais superiores ao de Sergipe.

Os dados mostram ainda que 39,5% dos empregados do setor privado no estado não possuem carteira assinada. Entre os trabalhadores domésticos, a informalidade é ainda mais elevada: 82,7% não têm carteira assinada, o que corresponde a aproximadamente 43 mil pessoas.

Atividades econômicas

Entre os grupamentos de atividade econômica, o de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais permanece como o principal empregador em Sergipe, reunindo 215 mil trabalhadores. Na sequência aparecem Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (198 mil pessoas); e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (103 mil pessoas).