20/01/2026 as 11:33
ENTREVISTAO empresário Alexandre Porto fala sobre o crescimento da Expo Verão, os impactos econômicos, culturais e sociais e as novidades desta edição.
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Consolidada como a maior feira multissetorial de Sergipe, a Expo Verão 2026 chega à sua quinta edição reunindo negócios, cultura, turismo, gastronomia e responsabilidade social em um só espaço. O evento segue até o próximo dia 25 de janeiro, na Praça de Eventos da Orla da Atalaia, em Aracaju, e a feira promete movimentar cerca de R$ 10 milhões na economia local, além de fortalecer a imagem do estado como destino turístico e de negócios. Idealizador do evento, o empresário Alexandre Porto fala sobre o crescimento da Expo Verão, os impactos econômicos, culturais e sociais e as novidades desta edição.
JC SOCIAL - A Expo Verão chega à sua 5ª edição. O que representa esse momento para o evento e para Sergipe?
ALEXANDRE PORTO – Chegamos a cinco edições de maneira consolidada. É uma feira reconhecida dentro e fora de Sergipe, inclusive por expositores. Para você ter uma ideia, cerca de 20% dos expositores são de outros estados do país, são empreendedores do Rio de Janeiro, Goiás, São Paulo e Bahia, entre outras localidades, que indicam a feira, que gostam do estado e acabam fazendo a divulgação e indicação boca a boca. Isso fomenta não apenas a economia local, mas também o turismo.
JC SOCIAL - A expectativa é de movimentar cerca de R$ 10 milhões. Como esse impacto econômico se reflete na vida dos sergipanos?
ALEXANDRE PORTO – Essa movimentação já começa na montagem da feira, porque compramos insumos dos mais variados para fazer o evento acontecer, e os nossos fornecedores são de Sergipe, pagam impostos e isso gera receita interna. Mas esse investimento pré-evento não entra nessa estimativa dos R$ 10 milhões, que são gerados exclusivamente dentro da feira, ao longo de 17 dias pelos 200 expositores do evento, e que em sua grande maioria, cerca de 80%, são empreendedores individuais ou pequenas empresas. Outro dado interessante é que mais de 70% dos estantes são liderados por mulheres, ou seja, o empreendedorismo feminino está muito em destaque na feira. Isso tudo é muito bom, porque essa injeção econômica é feita por quem está na base, e mostra cada vez mais a importância que possui para o desenvolvimento do país. De maneira mais objetiva: é a praça de alimentação cujos expositores têm que fazer compras diárias no comércio local para reabastecer os estandes, é o recolhimento de impostos a cada venda feita, é a mão de obra gerada através da contratação de empregos temporários. E esses são alguns exemplos de como ajudamos a girar essa importante roda, que é a da economia.
JC SOCIAL - A diversidade de segmentos é uma das marcas da Expo Verão. Qual a importância disso?
ALEXANDRE PORTO- Sim, temos cerca de 55 segmentos da economia representados aqui na feira: calçados, moda fitness, praia e roupas para o dia a dia. Também temos panelas em cerâmica, decoração, produtos para bem-estar, joias e semijoias, gastronomia e muitos outros. Essa variedade permite ao visitante ter um leque amplo de opções, e também de conhecer os produtores, de manter contato com eles, e isso é interessante, porque ao longo do ano eles continuam fazendo negócio em virtude de um relacionamento iniciado aqui, na Expo Verão.
JC SOCIAL - A programação cultural também é um destaque. Como ela contribui para o evento?
ALEXANDRE PORTO – A gente trabalha com duas frentes, neste sentido. A primeira é a das apresentações culturais, que são cortejos com grupos folclóricos dos mais variados municípios sergipanos, como os Parafusos, Reisado, Quadrilhas Juninas e o São Gonçalo, entre outros, que ajudam a divulgar nossas riquezas e tradições culturais, e isso encanta demais o público. A segunda frente é de valorização dos artistas sergipanos. A feira possui dois palcos, um menor, que fica na praça de alimentação gourmet e onde se apresentam artistas no estilo voz e violão, e o outro palco é o principal, onde se apresentam as bandas ou cantores com bandas. Mas o interessante é que 100% da programação de ambos os palcos é composta por artistas sergipanos, e isso ajuda a divulgar os nossos talentos, interna e externamente, já que Aracaju está repleta de turistas.
JC SOCIAL - A responsabilidade social é um diferencial da feira. Por que manter esse compromisso?
ALEXANDRE PORTO – Atuo no mercado de eventos há cerca de 30 anos, e sempre tivemos esse compromisso, porque sempre tivemos em mente que o bem-estar deve ser coletivo e um compromisso de todos. É claro que não temos braço para abraçar todas as causas, mas como diria Madre Tereza de Calcutá, o que fazemos é uma gota no meio de um oceano, mas sem essa gota o oceano será menor. E é por isso que fazemos coleta seletiva em toda a feira e doamos o material para cooperativa de recicladores, e que cedemos estandes, gratuitamente, para 20 ONGs exporem os projetos e venderem os produtos que fabricam.
JC SOCIAL - O que o público pode esperar da Expo Verão 2026?
ALEXANDRE PORTO – Vamos entrar na segunda semana de feira, que por sinal está um sucesso, e o público, sergipanos e turistas, terão acesso gratuitamente a um ambiente repleto de novidades, de produtos com preços acessíveis e excelente qualidade, a shows belíssimos de talentos sergipanos, a uma hora de aulas de ginástica feitas por academias parceiras... Em resumo, terão a oportunidade de um entardecer e uma noite muito agradáveis, com segurança e conforto.