09/02/2026 as 10:30
INTELUGÊNCIA ARTIFICIALEle analisa o impacto da IA na construção de currículos, no surgimento de novas graduações tecnológicas e na preparação de profissionais para carreiras que ainda estão em formação.
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A aceleração da inteligência artificial vem redesenhando profundamente o mundo do trabalho e impondo novos desafios às instituições de ensino superior. Diante desse cenário de rápidas transformações, a formação profissional passa a exigir modelos educacionais mais flexíveis, tecnológicos e conectados às demandas reais do mercado. Para discutir como a educação superior se reposiciona diante dessa nova lógica, o JC Social entrevista Marcos Lemos, professor e diretor executivo de Ensino da Estácio, que analisa o impacto da IA na construção de currículos, no surgimento de novas graduações tecnológicas e na preparação de profissionais para carreiras que ainda estão em formação.
JC SOCIAL – De que forma a ascensão acelerada da inteligência artificial redefine o papel das instituições de ensino superior na formação profissional?
MARCOS LEMOS – A iniciativa consolida uma nova lógica de formação profissional. Após o mapeamento de tendências globais, cada trilha foi desenhada para conectar bases científicas e metodológicas robustas com práticas profissionais emergentes. Esse movimento representa uma transformação em toda a sociedade, e é preciso coragem e compromisso com o futuro dos estudantes por parte da instituição de ensino superior. A formação de sujeitos com habilidades e competências voltadas à tecnologia deve ser tratada como compromisso, exigindo que os cursos superiores estejam atentos a essa inflexão: passam a formar não apenas para profissões estabelecidas, mas para territórios profissionais em formação.
JC SOCIAL – O novo portfólio de graduações tecnológicas aposta em um modelo multidisciplinar e fortemente orientado por IA e machine learning. Quais competências passam a ser indispensáveis para o profissional do futuro?
MARCOS LEMOS – Os novos cursos estruturam as competências necessárias para carreiras híbridas, que combinam tecnologia, humanidades, análise de dados, impacto social e sustentabilidade — e que vêm sendo habilitadas diretamente pela IA. As empresas precisam de especialistas capazes de traduzir tecnologia em resultado, e as novas graduações refletem e oferecem formações que dialogam com produtividade, responsabilidade, ética, criatividade e governança.
JC SOCIAL – Ao formar estudantes para “territórios profissionais em formação”, que desafios pedagógicos e curriculares precisam ser superados?
MARCOS LEMOS – A Estácio propõe um modelo que combina rigor acadêmico, inovação metodológica e velocidade de execução. Todo esse portfólio tech da Estácio é construído com o nosso melhor time acadêmico, suportado por IA de última geração. Nossa receita é: muita ciência com muita tecnologia.
JC SOCIAL – Como o modelo 100% digital, assíncrono e de curta duração contribui para ampliar o acesso e a atualização constante dos profissionais?
MARCOS LEMOS – É importante salientar que a educação digital tem regras que intercalam momentos síncronos e assíncronos, assim como a duração segue a linha dos cursos de graduação tecnológica. Dito isso, como ser rigoroso, ofertar diplomas reconhecidos pelo MEC e pelo mercado e, ao mesmo tempo, ser rápido, lidando com tecnologias de ponta? Com amplitude nacional, a proposta atende a uma lacuna crescente: profissionais já inseridos no mercado buscam reposicionamento; jovens procuram caminhos de entrada mais alinhados às demandas reais.
JC SOCIAL – De que maneira o mapeamento de tendências globais influencia a construção de currículos mais conectados com práticas emergentes do mercado?
MARCOS LEMOS – Não nos conformamos com a ideia de que “ninguém sabe quais serão as profissões do futuro”. Com base no melhor da ciência hoje, nos movimentos da tecnologia e no que está acontecendo no setor produtivo, conseguimos ajudar alunos e profissionais a navegar por esse ambiente de construção.
JC SOCIAL – Na sua avaliação, esse movimento representa apenas uma inovação pontual ou sinaliza uma mudança estrutural e irreversível na lógica do ensino superior no Brasil?
MARCOS LEMOS - Melhorar cada vez mais nosso ensino e preparar nossos egressos para um mundo produtivo que está sendo criado em tempo real são dois pilares da nossa estratégia para tecnologias emergentes. Entregamos isso com qualidade e velocidade muitas vezes superiores, em comparação com métodos tradicionais de modelagem de ofertas educacionais.