22/06/2026 as 10:56
ENTREVISTANesta entrevista, ela compartilha os bastidores desse período intenso, revelando desafios, mudanças na rotina e a importância de transformar comida em memória afetiva. Boa leitura!
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Entre o cheiro de milho cozinhando e o ritmo acelerado de uma cozinha em plena alta temporada, o mês de junho ganha um significado especial para quem vive da gastronomia. É nesse cenário, onde tradição e movimento se encontram, que a empresária Jaqueline Dantas, Empresária e sócia-proprietária do Restaurante Frango Prensado, equilibrando os sabores do São João com a energia da Copa do Mundo. Nesta entrevista, ela compartilha os bastidores desse período intenso, revelando desafios, mudanças na rotina e a importância de transformar comida em memória afetiva. Boa leitura!
SOCIAL JC - Como é para você, como empresária, viver esse período de festas juninas dentro do restaurante?
JAQUELINE DANTAS - Junho vira o mês mais intenso do ano. Ver a casa cheia, decorada, com cliente entrando no clima da festa, compensa o cansaço. É quando a gente lembra por que trabalha com comida: para criar memória afetiva.
SOCIAL JC - O que mais muda na rotina da equipe nessa época do ano?
JAQUELINE DANTAS - Tudo acelera. A escala muda porque aumentamos o time de cozinha e salão. O pré-preparo começa dias antes: milho, amendoim, massa de bolo, tudo em escala industrial. E o atendimento fica mais rápido. Treinamos o pessoal para lidar com salão lotado e pedido cantado. Ninguém fica parado nessa época principalmente por ser dois eventos, festas juninas e copa.
SOCIAL JC - Existe algum prato ou tradição que ganha mais destaque durante o São João? JAQUELINE DANTAS - Junho aqui é raiz. Os que mais saem são canjica, arroz doce, mucunzá e bolo de macaxeira. Cocada e amendoim cozido também disparam. No salgado, caruru e bobó viram os carros-chefe do almoço. A tradição que o cliente cobra é o cheiro de comida junina cozinhando logo cedo. Muita gente passa só para levar para casa e fazer a festa junina da família.
SOCIAL JC - Durante a Copa do Mundo, como fica o clima no restaurante nos dias de jogo?
JAQUELINE DANTAS - Como só abrimos pro almoço, o jogo não atrapalha o movimento. Ninguém assiste aqui. O que muda é o tipo de pedido: o cliente leva muito mais tira-gosto paara noite. Amendoim, bolinho de carne, arroz e frango, caldinho de feijão, carne de sol, frango a passarinha, e nosso carro chefe frango prensado ou na brasa. Já chegam falando “bota pra viagem que o jogo é aa noite. A cozinha fica focada em agilizar embalagem e porção grande para galera assistir em casa.
SOCIAL JC - Você percebe alguma mudança no comportamento dos clientes nesse período?
JAQUELINE DANTAS - Total. Na Copa, o cliente fica mais impulsivo. Pede mais bebida, fecha conta mais alta, mas também é mais impaciente se o pedido demorar. Grupo grande vira regra. Já no São João, o público é mais família. Vem para comprar ou encomendar prato típico e curtir. Gastam menos em álcool, mais em sobremesa.
SOCIAL JC - Para você, qual é o maior desafio de conciliar eventos tão importantes como o São João e a Copa?
JAQUELINE DANTAS - É o calendário. Em anos que os dois batem juntos, junho vira um caos logístico. Estoque, equipe e caixa precisam estar redondos. O desafio é duplo: entregar experiência junina sem perder o clima de jogo. Se errar no dimensionamento, falta milho na véspera da semifinal ou cerveja gelada no final da quadrilha. A margem de erro tem que ser zero.