29/04/2026 as 16:36
CONTRA A JORNADA 6X1
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A Federação dos Empregados no Comércio e Serviços do Estado de Sergipe (Fecomse) convoca os trabalhadores para o 1 de Maio, dia de reflexão e luta contra a jornada de trabalho 6x1, por condições de trabalho, vida digna, democracia e soberania. Nesta sexta, 1, haverá uma marcha da classe trabalhadora, que percorrerá as ruas centrais de Aracaju - a concentração será na praça José Andrade Góis, 18 do Forte.
Para Ronildo Almeida, presidente da Fecomse, é importante ressaltar as dificuldades que os comerciários e comerciárias de Sergipe enfrentam diante das negativas do patronato, que insiste em baixas propostas e dificulta um processo de negociação efetiva e respeitosa para seus empregados e empregadas.
"A falta de negociação, inclusive, fará com que o comércio de Aracaju não funcione nos feriados neste ano, pois é prevista negociação entre as entidades sindicais dos trabalhadores e o patronal para que isso ocorra. Diante do desrespeito e das dívidas que o setor tem com seus empregados, não podemos abrir mão desse nosso direito", destaca Ronildo Almeida.
O que se observa é que, além de ignorar os trabalhadores, o patronato também desconsidera a real situação de dificuldades enfrentada pela categoria comerciária. "Além da falta de responsabilidade, há uma intenção de empurrar o processo com a barriga, rebaixando as negociações, desvalorizando seus empregados e empregadas e levando o processo para o segundo semestre para forçar as negociações e apelar para a abertura nos feriados que virão. Lembrando que a data-base da categoria é janeiro e a pauta foi entregue em novembro passado", explica o dirigente sindical.
"É vergonhoso o tratamento que o setor vem dando aos profissionais que produzem a riqueza dos empresários e que, com sua mão de obra, também geram impostos para o estado e os municípios.
Vamos continuar insistindo no processo de negociação junto ao setor patronal e chamando também a classe trabalhadora para se manifestar em conjunto com suas entidades sindicais, reivindicando a quitação das dívidas que os empresários têm com seus empregados e discutindo também salários justos e vida digna.
Quando acaba o diálogo, as manifestações são necessárias. Comerciários e comerciárias na luta por respeito", defende Ronildo Almeida.