03/08/2022 as 14:24

NA ALESE

Linda Brasil promove reflexão sobre violência política contra as mulheres

Brasil ocupa um dos piores lugares no ranking de representação feminina no parlamento

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Na manhã desta quarta-feira, 03, a vereadora Linda Brasil (PSOL) levou uma discussão urgente para o plenário da Câmara Municipal a violência política sofrida por mulheres parlamentares e ativistas. No mês da Campanha Agosto Lilás, a parlamentar lembrou a importância do enfrentamento as mais diversas formas de violência de gênero.

“Gostaria de parabenizar e reforçar a fala das vereadoras sobre o Agosto Lilás. São vários os tipos de violência, patrimonial, de gênero, sexual, física, doméstica, psicológica, moral e outras. Tem uma que está se falando muito ultimamente, principalmente por mulheres guerreiras que estão ocupando o parlamento, e que têm sido vítimas dessa violência”, disse.

Dados divulgados pelo Mapa das Mulheres na Política 2020, mostra que o Brasil ocupa um dos piores lugares no ranking de representação feminina no parlamento, está em 140º lugar numa lista de 193 países. Além disso, segundo o Observatório de Violência Política Contra a Mulher 44% das candidatas a cargos eletivos nas Eleições Municipais de 2020 foram vítimas de atos violentos e 53% das prefeitas eleitas no Brasil já sofreram algum tipo de violência.

O fenômeno da violência política de gênero está tão alarmante, que os órgãos federais, como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) lançaram a campanha de conscientização “Violência Política de Gênero Existe!”. Além disso, essa tipificação já está prevista no Código Eleitoral, através da Lei nº 14.192 que estabeleceu normas para prevenir e combater o ato de violência política de gênero.

A educadora e parlamentar, ressalta que o ato está naturalizado e, por isso, ocorre de forma quase imperceptível, como por exemplo, a deslegitimação a fala das parlamentares.

“Quando uma mulher fala para denunciar o esvaziamento do parlamento, quando faz a crítica, aí as pessoas tentam deslegitimar e desqualificar. É triste que no mês de conscientização da violência contra a mulher sejamos vítimas na casa legislativa. É lamentável que as nossas falas sejam cerceadas e silenciadas, além disso, se utilizam de comparação entre nós para tentar nos coibir. O espaço da política institucional sempre foi dominado por homens brancos, e essas mulheres que tem coragem de questionar acabam sendo vítimas. Infelizmente, isso acontece em todas as casas legislativas do Brasil. É por essa razão, que têm sido produzidas campanhas de conscientização, é urgente perceber e combater esse problema”, asseverou.

Na ocasião, Linda também parabenizou o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) pela realização do evento “A diversidade que habita em nós”. A atividade apresentou um importante debate sobre Direito à Cidade e Mobilidade Urbana, com pesquisadores e profissionais que se dedicam a pesquisa para melhorar a cidade. “Parabenizo a todas/os/es envolvidas/os/es na organização em nome da presidenta Heloísa Diniz de Rezende. Foi muito interessante perceber o quanto nós temos pesquisadores e profissionais engajados na luta por uma cidade inclusiva, que privilegia as pessoas comuns, a maioria da população, mas em especial a população vulnerabilizada”, destacou.

A vereadora ainda se solidarizou com a categoria das/os agentes de saúde e endemias que mais uma vez ocuparam as ruas da Câmara Municipal de Aracaju para exigir que seus direitos sejam respeitados.

 

Fonte: Alese