28/04/2026 as 08:20
INVESTIGAÇÃOGovernador determina investigação com ‘rigor e responsabilidade’ e avisa que não vai tolerar o crime
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O governador Fábio Mitidieri (PSD) acionou as forças policiais do Estado após tomar conhecimento de uma possível ação criminosa em uma estação da Iguá Saneamento, concessionária responsável pelo abastecimento de água em Sergipe. Em publicação nas redes sociais, o chefe do Executivo estadual anunciou que determinou o aprofundamento imediato das investigações e garantiu que o episódio será apurado com “rigor e responsabilidade”.
Equipes da Criminalística e da Polícia Civil estiveram no local para os primeiros levantamentos. O governador não detalhou a natureza da ação criminosa nem a localização exata da estação afetada, mas afirmou acompanhar pessoalmente o caso. “Quero deixar claro que qualquer tentativa de interferir, comprometer serviços de abastecimento ou gerar instabilidade é algo inaceitável e não será tolerado”, escreveu o governador Fábio Mitidieri. Crise hídrica e tensão política O episódio ocorre em meio à crise generalizada de abastecimento que atinge municípios sergipanos desde o início da operação da concessão pela Iguá. Em Aracaju, a prefeita Emília Corrêa (Republicanos) também se manifestou neste domingo, ameaçando recorrer à Justiça e avaliar a decretação de situação de emergência pela falta de água na capital.
A coincidência das notas dos dois gestores no mesmo dia evidencia a escalada política da crise hídrica no estado. Mitidieri sinalizou tolerância zero para interferências na infraestrutura de abastecimento. “Confio no trabalho das Polícias e sigo acompanhando de perto para que todas as providências cabíveis sejam adotadas”, declarou. A nota não menciona suspeitos nem esclarece se a possível ação criminosa tem relação direta com o desabastecimento que a população vem enfrentando nos últimos dias. Iguá sob pressão A concessionária, que assumiu o serviço por meio de contrato firmado com o Governo do Estado, vem sendo cobrada por autoridades municipais e estaduais.
A prefeita Emília Corrêa já havia denunciado que a empresa não apresentou dados completos sobre quais bairros de Aracaju estão sem água nem o tempo de desabastecimento de cada localidade. A possível ação criminosa na estação da Iguá adiciona uma nova e grave dimensão ao cenário de crise: além da pressão por desempenho operacional, a concessionária passa a lidar com a suspeita de sabotagem ou outro tipo de interferência dolosa em sua infraestrutura, o que pode complicar ainda mais o prazo de normalização do abastecimento.
Prefeita Emília ameaça recorrer à Justiça e decretar emergência
A crise no abastecimento de água em Aracaju ganhou nova dimensão política no último domingo, dia 26. A prefeita Emília Corrêa (Republicanos) anunciou em suas redes sociais que não descarta recorrer à Justiça contra a Iguá Saneamento, concessionária responsável pelo serviço, e avalia a possibilidade de decretar situação de emergência no município. A gestora municipal também mobilizou a Defesa Civil e equipes da Prefeitura para mitigar os impactos sobre a população. Na publicação feita em seu perfil pessoal, a prefeita afirmou que acompanha a situação por meio do Comitê de Acompanhamento da Concessão da Água em Aracaju e que já determinou a cobrança imediata de informações à concessionária. Segundo ela, a Iguá ainda não apresentou dados completos sobre quais bairros estão sem abastecimento nem o tempo de desabastecimento de cada localidade. “E isso é inaceitável”, declarou.
A ausência de transparência por parte da empresa, de acordo com Emília, compromete inclusive a capacidade da prefeitura de dimensionar o problema. “Sem esses dados, a prefeitura não consegue sequer dimensionar quantos aracajuanos estão sem acesso à água neste domingo”, escreveu nas redes sociais. Concessão estadual, pressão municipal A concessão dos serviços de abastecimento de água em Aracaju é de competência estadual e foi firmada pelo Governo de Sergipe com a Iguá Saneamento. Ainda assim, a prefeita destacou que tem cobrado providências desde o início da crise e acionou formalmente o Estado e a concessionária para detalhar a logística de distribuição de carrospipa. “Serviços essenciais não podem parar”, afirmou. A gravidade da situação já se refletiu no ensino público. Na última sexta-feira, três escolas municipais suspenderam as aulas por falta d’água.
Segundo Emília Corrêa, a Iguá apresentou uma nova previsão de normalização do abastecimento, mas a população segue enfrentando dias seguidos de desabastecimento, sem clareza sobre os prazos para cada bairro. Medidas e próximos passos Entre as medidas já em curso, a prefeita destaca a mobilização da Defesa Civil e das equipes municipais para reduzir os impactos à população, principalmente nos serviços essenciais, mesmo reconhecendo que o abastecimento de água não é responsabilidade direta do município. A eventual judicialização e o decreto de situação de emergência são tratados como opções disponíveis, caso a crise persista. “Já estamos adotando as medidas cabíveis e não hesitaremos em recorrer à Justiça e, se necessário, avaliar o decreto de situação de emergência”, disse a prefeita Emília Corrêa. A Prefeitura afirmou ainda que segue monitorando toda a cidade e que permanece à disposição da população para reduzir os impactos do desabastecimento.