27/04/2021 as 09:29

EXAMES

Hospital implementa metodologia inovadora em ressonância cardíaca

O novo equipamento dispõe de diversas tecnologias inovadoras, com destaque para as sequências de Mapas T1 e T2 cardíacos, nas quais o hospital se torna pioneiro no Estado

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A cardiologia do Hospital São Lucas segue inovando seu arsenal de métodos diagnósticos por imagem. Em meados de março deste ano, o serviço de imagem, agora em um espaço totalmente novo, recebeu mais um moderno aparelho de ressonância magnética. O novo equipamento dispõe de diversas tecnologias inovadoras, com destaque para as sequências de Mapas T1 e T2 cardíacos, nas quais o hospital se torna pioneiro no Estado.

De acordo com o cardiologista Dr Luiz Flávio Galvão, responsável pelo setor de Imagem Cardiovascular, essas novas sequências somam-se às já existentes e aprimoram de forma significativa o diagnóstico das doenças do coração. “Os valores de T1 e T2 funcionam como se fossem uma impressão digital do músculo cardíaco, possuindo um valor normal e aumentando ou reduzindo de forma bastante específica para muitas doenças agudas e crônicas do coração e tornando seu diagnóstico ainda mais robusto”.

O médico explica que a ressonância tem se destacado nos últimos anos pela habilidade única de “enxergar” através de múltiplas etapas - chamadas sequências de pulsos - os detalhes dos tecidos que compõem o miocárdio (músculo cardíaco), em condições normais e quando acometidos por inflamação, infarto ou cicatrizes. “Apesar de fornecerem informações importantes, as sequências habituais detectam essas alterações apenas a partir de um grau avançado. Por sua vez, os mapas conseguem detectar acometimentos mais sutis e, o que é mais impactante, quantificá-los de forma precisa em números, o que os torna muitas vezes decisivos na diferenciação de algumas cardiopatias, permitindo guiar a terapia adequada e dispensando exames mais invasivos como cateterismo e biópsia cardíaca”.

Analisando o contexto da pandemia por Covid-19, por exemplo, os estudos que foram feitos com mapas detectaram acometimento cardíaco em cerca de 70% dos pacientes que se recuperaram da doença, enquanto os métodos tradicionais demonstraram essas alterações em apenas 30%. “Ainda não se conhece o real impacto desses achados e, por isso, há vários estudos em andamento que mostrarão a partir de que grau de acometimento devemos nos preocupar e iniciar alguma terapia, mas a informação é importante, pois mostra o quanto as sequências tradicionais são limitadas” explica Dr Luiz Flávio.

O exame de ressonância de coração dura cerca de 20 a 40 minutos, dependendo do tipo de patologia investigada, e essas sequências novas duram não mais de 3 minutos, não necessitando de contraste ou medicação adicionais, o que torna sua disponibilidade ainda mais ampla. A nova aquisição soma-se ao tomógrafo de 128 canais adquirido em 2019, que permite estudo de cardiopatias estruturais e de artérias coronárias, tanto eletivas quanto na unidade de urgência, fazendo também parte da equipe Dra. Joselina Oliveira, Dra. Eryca Vanessa e Dr. David Ptak, todos cardiologistas especialistas no método.

Destaca-se ainda o tradicional serviço de Ecocardiografia, que recentemente agregou as modalidades de strain cardíaco e ecocardiograma tridimensional. Apesar do momento difícil de pandemia, o hospital hoje oferece o que há de mais moderno em diagnóstico por imagem em cardiologia, estando alinhado com os grandes centros nacionais e internacionais.