29/04/2021 as 07:46

PANDEMIA

Casos de morte crescem 25,3% no mês de abril

Já em abril, antes mesmo do fim do mês, o Estado acumula 667 óbitos, o que significa um aumento de 25,3% com relação ao período anterior

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O quantitativo de mortes tem crescido em Sergipe nos últimos meses. Em março, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), foram registrados 532 óbitos. Já em abril, antes mesmo do fim do mês, o Estado acumula 667 óbitos, o que significa um aumento de 25,3% com relação ao período anterior.

Ainda assim, o Governo do Estado aponta a situação da pandemia no território como estável e tem reduzido as medidas restritivas de combate à transmissão da doença. Uma análise realizada pela equipe de reportagem do JORNAL DA CIDADE, a média de casos confirmados e mortes por Covid-19 nos dois últimos meses aponta que em março houve o registro de 753,2 novos casos por dia e 17,7 mortes diárias.

Em abril, os resultados mostram 857,8 casos confirmados e 24,7 mortes por dia. Isso representa um aumento de 39.5% na média de mortes e 13,8% nos novos casos, entre os dois meses citados. No último decreto governamental com medidas restritivas, o governo reduziu o horário de toque de recolher, passando a valer das 22h às 5h (antes iniciava às 20h), mesmo com os casos em alta no Estado. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), apesar dos altos índices Sergipe mantém estabilidade da doença, de acordo com o cálculo médio móvel dos números da pandemia no Brasil. “Esse cálculo se dá através de uma variação de 15% para mais ou menos dos últimos 14 dias.

Os números em Sergipe têm variado dentro dessa margem neste mês, o que configura uma estabilidade, mesmo em um alto patamar. O perfil dos internados tem se mostrado com uma faixa etária mais jovem, o que demanda mais tempo na ocupação dos leitos mantendo, também, elevado o número de internados”, explica a gestão. O Comitê Técnico Científico se reuniu na tarde desta quarta-feira, 28, para fazer uma nova análise do cenário epidemiológico em Sergipe e os impactos das medidas restritivas. O resultado é possível acompanhar no caderno A da edição de hoje.