20/10/2021 as 08:21

VACINAÇÃO

Redução de mortes é reflexo da vacinação, apontam especialistas

Estado já vacinou 72,65% da população com a 1ª dose contra a Covid-19

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A média móvel de óbitos por Covid-19 segue em queda em Sergipe, assim como os novos casos da doença, segundo os boletins epidemiológicos da Secretaria de Estado da Saúde (SES). O último caso, confirmado na última segunda-feira, 18, ocorreu em Aracaju, envolvendo um idoso de 79 anos.

Para o diretor de Vigilância em Saúde da SES, Marcos Aurélio Góes, a queda está ligada diretamente ao avanço na vacinação contra o vírus no Estado. Até o momento o Estado já vacinou 72,65% da população com a 1ª dose do imunizante, e 44,31% com a segunda dose.

De acordo com Marco Aurélio, o cenário atual é de otimismo, mas exige ainda muita responsabilidade. Além disso, ele destaca que ainda há um percentual de pessoas que resistem em tomar a vacina. “Ainda temos uma parte da população adulta que é resistente à vacinação. Estamos vacinando mais os adolescentes, e isso ajuda a aumentar a cobertura vacinal e traz uma segurança maior para a sociedade. Mas, apesar de já conhecermos muito da pandemia, ainda tem as novas variantes que podem interferir com novos surtos. É preciso muita responsabilidade”, analisa o coordenador. Ainda conforme Marco Aurélio, Sergipe está na melhor fase desde o início da pandemia. “Esse é o momento onde temos tido a menor taxa de internação, menor taxa de casos diários, e a menor média móvel de óbitos. Temos tido semanas onde a maioria dos dias não se tem óbitos. Esse é um fenômeno que desde o início da pandemia tem ocorrido pela primeira vez e isso se deve muito ao aumento da cobertura vacinal, principalmente com a segunda dose”, afirma.

O professor e coordenador da Força Tarefa Covid-19 da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Lysandro Borges, reforça que o processo de vacinação em Sergipe é um dos responsáveis pela queda de casos e óbitos por Covid-19. No entanto, ele afirma que é necessário atingir uma taxa acima de 88% de aplicação da 2ª dose para manter uma segurança com relação a novas cepas da doença. “Estudos relatam que 88% de segunda dose é a única taxa que consegue reduzir a circulação da cepa delta e qualquer outra que venha a surgir. Portanto, acima de 40% em segunda dose é muito bom, mas teremos que chegar num nível próximo de 88% e assim continuarmos buscando as pessoas que não voltaram para a 2ª dose, incrementando a terceira dose em idosos, imunossuprimidos e profissionais de saúde”, aponta Lysandro.

|Por Laís de Melo
||Foto: Jadilson Simões