10/09/2026 as 16:55
FINAL DE SEMANAI Festival Sergipano Mulheres no Samba leva debates e apresentações culturais ao Museu da Gente Sergipana
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Neste fim de semana, o Museu da Gente Sergipana será espaço de encontro, música, memória e reflexão com a realização do Prikitinhas e Platinelas – I Festival Sergipano Mulheres no Samba. Com programação gratuita, o evento acontece nos dias 12 e 13 de setembro, a partir das 14h, reunindo rodas de conversa, mesas culturais, performances e apresentações de diferentes manifestações do samba sergipano.
Realizado pelo Coletivo Sergipano Mulheres no Samba, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, o festival reúne mulheres que fazem, pensam, constroem e mantêm vivo o samba em Sergipe. Ao longo dos dois dias, mestras da cultura popular, cantoras, instrumentistas e pesquisadoras estarão juntas em uma programação diversa e inclusiva, que propõe diálogos sobre as trajetórias femininas, os saberes tradicionais, a presença das mulheres na indústria musical e os desafios e possibilidades de ser mulher no mercado da música e no cenário do samba.
Para Pétala Tamisa, coordenadora do festival, a proposta é também aproximar diferentes gerações, territórios e formas de vivenciar o samba. “O Prikitinhas e Platinelas nasce desse desejo de colocar em diálogo as muitas mulheres que constroem o samba em Sergipe. Teremos mulheres de diferentes gerações e territórios compartilhando seus saberes e suas experiências. É um festival para celebrar essa diversidade, mas também para reconhecer e dar visibilidade ao papel fundamental das mulheres na preservação, na renovação e na continuidade do nosso samba”, destaca.
Uma das idealizadoras do evento, Rayra Mayara, destaca que a programação do festival busca ir além das apresentações artísticas, abrindo espaço para que as mulheres também possam falar sobre suas experiências e os caminhos que percorrem dentro da música. “Quando falamos de mulheres no samba, estamos falando de quem está no palco, mas também de quem toca, compõe, pesquisa, produz, preserva tradições e movimenta toda essa cadeia cultural. O festival foi pensado para que essas mulheres possam se encontrar, trocar experiências e ocupar também os espaços de fala e reflexão. Queremos que o público conheça mais sobre a riqueza do samba sergipano e as mulheres que fazem essa história acontecer”.
Programação
No sábado, dia 12, o evento será aberto às 14h, com acolhida conduzida por Yanne Angelim e performance musical das cavaquinistas Rayra Mayara, Elis Correia e Camilla Campos. Em seguida, a roda de conversa “Mulheres na indústria musical de Sergipe: experiências e desafios” reúne Rayra Mayara, Diane Veloso e Mary Correia, com mediação de Pétala Tâmisa. Às 15h30, o público acompanha a apresentação cultural do Samba de Pareia da Mussuca e, em seguida (16h15), acontece a mesa cultural “Saberes do samba: tradições, territorialidades e resistências”, com Yérsia Assis (Samba de Aboio), Bel Nunes e Mestra Madalena (Samba de Coco de Ilha Grande), sob mediação de Elis Correia. O primeiro dia será encerrado com a apresentação cultural de Bel Nunes e Banda.
No domingo, 13, as atividades começam também às 14h, desta vez, reunindo as percussionistas Taci Perk, Talita Pereira e Sayd Emmanuelle na performance musical Batucada. Após, tem início a roda de conversa “Corpo, voz e instrumentos: presença feminina no samba”, com Letícia Sambalê, Camilla Campos e Michelle Pereira, e mediação de Yanne Angelim. Às 15h30, será a vez do Samba de Coco da Taiçoca de Fora ocupar o espaço com sua apresentação cultural. E a partir das 16h15, o encerramento será marcado por uma grande roda de samba do Coletivo Sergipano Mulheres no Samba.