02/05/2018 as 17:59

2016/2017

Sergipe tem mais de 200 mil pessoas vivendo em extrema pobreza

Número teve aumento de 22% em relação ao ano passado. Aracaju também registrou alta.


Sergipe tem mais de 200 mil pessoas vivendo em extrema pobrezaFoto: Jadilson Simões/Equipe JC


Com pouco mais de dois milhões de habitantes, Sergipe possui atualmente 240.668 pessoas vivendo em extrema pobreza. Foi o que apontou uma pesquisa encomendada pela revista Valor Econômico que mostrou ainda um aumento significativo de pobres na capital. O levantamento foi baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

De acordo com a pesquisa, o Nordeste foi a região que mais cresceu em números negativos relacionados à pobreza. A mostra apontou que a pobreza extrema cresceu 11,2% no interior do Nordeste de 2016 para 2017 e, neste período, o número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza extrema aumentou 9,2% nas regiões metropolitanas das nove capitais do Nordeste: de 1,27 milhão para 1,39 milhão, segundo o levantamento.

Entre os estados do Nordeste, Sergipe apareceu entre um dos destaques, já que teve um aumento significativo de pessoas abaixo da linha da pobreza, 22% entre os anos de 2016 e 2017, o que representa 44 mil pessoas a mais nessa faixa preocupante da sociedade.

Aracaju, por sua vez, apesar de ser a capital do menor estado do Brasil, ficou em 4º lugar entre as capitais nordestinas com maior crescimento de pessoas em extrema pobreza. Atualmente, a capital possui 87.118 pessoas a mais que no ano passado.

Grandes investimentos foram feitos no Nordeste na última década, sobretudo no ano de 2013, com a pobreza combatida por meio de programas como o Bolsa Família. No entanto, esse tipo de benefício teve cortes realizados pelo Governo Federal. Conforme apontou a matéria da Valor, segundo o IBGE, o número de domicílios que recebiam o benefício social recuou em 130 mil unidades, para 5,2 milhões de domicílios em 2017 e o governo justificou afirmando que foi reflexo da retirada de famílias desenquadradas no programa.

O agravamento da situação, segundo os especialistas ouvidos pela Valor, também se deu pela redução dos postos de trabalho, agravada pela crise econômica.











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