01/07/2019 as 11:46

REFORMA

Previdência: quem ganha mais pagará mais

Afirmação é de Eliézer Marins, especialista que defende a reforma


Previdência: quem ganha mais pagará mais

Em média, a maioria da população brasileira não ganha salários acima de R$ 2 mil. A Reforma da Previdência prevê isenção para salários de até R$ 5.839,45, ou seja, pessoas que recebem até quase R$ 6 mil não serão afetadas em percentual.

A boa notícia é que a reforma, proposta pelo ministro Paulo Guedes, fará com que pessoas de baixa renda, cerca de quase 80% da população, possa ter uma redução no recolhimento de até 6,5%, trocando em miúdos, para quem ganha um salário de R$ 1 mil, poderá deixar de pagar um valor de R$ 65 mensais, resultando em uma economia de R$ 780 anual, valor considerável para essa faixa de público.

Quem ganha mais, pagará mais; salários de R$ 10.000,01 até R$ 20.000,00, terão que contribuir com 2,5% a mais, R$ 500, se tomarmos como exemplo o salário de R$ 20.000.

Para aqueles com a tão desejada alta renda, salários entre R$ 20.000,01 e R$ 39.000 terão um acréscimo de 5% a mais em sua contribuição; acima de R$ 39.000,01, conforme mencionado acima, será acrescida a contribuição de 8%, um número bem expressivo.

Servidores públicos, com ganhos entre R$ 5.839,46 e R$ 10.000, terão que contribuir com o acréscimo de 0,5% a mais, tão somente.

“Na verdade, a reforma da previdência, proposta por Bolsonaro e Paulo Guedes, fará bem aos mais pobres e bem ao Brasil, porém os poderosos, que serão os únicos afetados, estão usando parte do povo como massa de manobra. Podemos observar políticos se mobilizando para permanecerem de fora da reforma, pois caso a reforma seja aprovada, eles não poderão ganhar sua aposentadoria de quase R$ 20 mil”, explica Eliezer Marins, CEO da Marins Consultoria.

O especialista afirma ainda que aposentadorias de políticos serão igualadas ao teto de qualquer cidadão.

“O governo atual propõe o fim do regime especial de aposentadoria dos congressistas, que passarão a receber, no máximo, o teto do INSS. A realidade hoje é bem diferente. Atualmente, 499 ex-deputados federais ganham, juntos, R$ 7.180.000 mensais em aposentadorias, uma média de R$ 14.388,77 por beneficiado – quase três vezes o limite do INSS. A reforma proposta por Bolsonaro limitará a aposentadoria dos políticos, que passarão a ganhar o mesmo que qualquer cidadão, ou seja, o teto máximo pago pelo INSS, equivalente a R$ 5,8 mil”, aponta o advogado Eliézer Marins.

Segundo ele, caso a reforma não seja aprovada no Congresso Nacional, o país sofrerá consequências a médio e longo prazo.

“Precisamos entender que a população será diretamente afetada de forma negativa, caso a reforma da previdência não seja aprovada. O gasto do PIB, em

relação à previdência, será cada vez maior. Haverão menos investimentos em outras áreas, pois o famoso “rombo previdenciário” tenderá a aumentar ainda mais. Para se ter ideia, a previsão para 2021, caso a reforma não passe, é que seja gasta a quantia aproximada de 65% com a previdência, restando então, apenas 35% para ser distribuído entre setores primordiais, como saúde, segurança, educação e infraestrutura”, finaliza Eliézer.